Desfile do Engenho da Rainha é marcado por problemas no carro de som

Por Geissa Evaristo

Quinta escola a pisar na passarela da Intendente Magalhães, o Engenho da Rainha realizou um desfile marcado por falhas no carro de som da Avenida. Por grande parte dos 40 minutos, tempo máximo destinado ao desfile de cada agremiação, não foi possível ouvir o samba-enredo da escola, apenas ruídos. Destaque para a bateria de mestre Laion, que executou bossas interessantes e sacudiu o público presente no Campinho. A agremiação busca a única vaga da Série A com o enredo “Zé Keti… A voz do morro sou eu mesmo sim senhor”.

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Fotos: Magaiver Fernandes

Comissão de Frente

engenho_desfile_28022017dsc_0357-copyA comissão de frente, coreografada por Daniel Lack, representava “Louvação aos sons ancestrais”. O grupo formado por homens e mulheres mostrou as forças ancestrais de um tambor presente nas celebrações e nos rituais. O tambor apresentado na comissão veio em forma de elemento cenográfico e com efeito de ilusão parecia andar sozinho. Determinado momento da apresentação, Zé Keti era revelado dentro da alegoria e saia para tocar seu violão. A apresentação foi simples, porém não apresentou problemas de execução.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Diego Jenkis e Monica Menezes, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, estavam vestidos de “Rio 40º e Rio Zona Norte”, respectivamente. Eles realizaram suas apresentações próximos da bateria. A dupla dançou durante duas passagens do samba-enredo da escola. Com um figurino em tons de rosa, o casal cometeu uma pequena falha quando a porta-bandeira jogou a bandeira e o mestre-sala girou, ao invés de estendê-la. O casal realizou algumas coreografias bem ensaiadas, mostrando sincronia.

engenho_desfile_28022017dsc_0360-copySamba-Enredo e Harmonia

Embalados pelos intérpretes Igor Pitta e Lucas Donato, os componentes deixaram a desejar no canto do samba-enredo dos compositores Jr Fionda, Lequinho, Gabriel Martins, Lucas Donato, Igor Leal, Igor Pitta, Girão, Neyzinho do Cavaco e Miranda do Engenho. Nem no refrão principal a obra explodiu. As falhas constantes no carro de som durante grande parte do desfile ajudaram a prejudicar o quesito harmonia.

Enredo

Desenvolvido pelo carnavalesco Diangelo Fernandes, o enredo prometeu reviver a vida e a obra do compositor e artista e ao mesmo tempo apresentar a história do samba. Contado através de 16 alas, dois tripés e uma alegoria. A proposta foi apresentada em sua íntegra, no entanto, as alas 8 e 9 estavam em posições invertidas de acordo com o roteiro apresentado pela agremiação.

engenho_desfile_28022017dsc_0363-copyEvolução

O Engenho da Rainha evoluiu bem, com as alas soltas e componentes brincando ocupando toda a extensão das laterais da pista, mas faltou garra. A ressalva foi para o buraco extenso que se abriu durante a apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. A ala da frente não esperou a apresentação do casal.

Fantasias

As fantasias apresentadas, apesar de simples, estavam com excelente acabamento. Porém, a segunda porta-bandeira desfilou sem a cabeça da fantasia, a ala 5″ Cais do Valongo, Pedra do Sal” apesar de desfilar com poucos componentes, alguns estavam sem o adereço da cabeça, o que não é permitido. Na ala das baianas que representavam “Tia Ciata, a rainha da pequena África carioca” as plumas das cabeças de algumas componentes estavam despencando. Destaque para a ala das crianças “Máscara negra, amor de carnaval foi ela” que desfilou brincando o carnaval.

engenho_desfile_28022017dsc_0375-copyAlegoria e Adereços

A escola apresentou dois tripés e uma alegoria sem problemas de acabamento e que facilitaram a leitura do enredo. A águia da Portela esteve presente em um tripé, lembrando a escola de coração do homenageado, da qual fazia parte do grupo de compositores. No carro alegórico que encerrava o desfile, as composições vestidas de malandros, cabrochas e nega maluca desciam da alegoria e evoluíam no chão, após subiam na escola do carro e voltavam a compor seus lugares. Decorado por mesas de bar, a alegoria apresentou falhas de acabamento no chão que estava com o tecido que imitava azulejos, rasgando.

A bateria da escola merece destaque especial. Foi dela o papel de levantar o público presente na Intendente Magalhães. À frente do mestre, uma mesa de bar com garrafa de cachaça e arruda. A bateria soltava uma fumaça vermelha dando um efeito especial no ar. Indrid Nascimento rainha da Orquestra de Ouro reinou à frente dos ritmistas com um figurino em led.

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