Difícil é o Nome encerra o carnaval de forma sonolenta e deve lutar para permanecer no Grupo B

Falando sobre a flor de lis, presente em seu símbolo, a Difícil é o Nome não conseguiu encerrar o Carnaval 2012 da forma que queria. Com um carnaval nitidamente muito limitado financeiramente, a escola do Subúrbio se apresentou com fantasias muito simples e alegorias mal acabadas. Além disso, a  escola cantou muito pouco o samba e evoluiu de maneira arrastada pela Sapucaí. Deve brigar para não ter que desfilar no Grupo C em 2012.

A comissão de frente da Vermelho e Branco apresentou-se com uma fantasia bem superior ao nível visto no restante da escola. A coreografia, porém, deixou bastante a desejar. Havia uma bailarina no centro dela, que até se apresentou muito bem, mas os demais integrantes interagira muito pouco com ela. Desta forma, a coreografia não teve nenhum dinamismo.

O destaque do desfile foi o desempenho do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Tiago e Amanda. Talvez os melhores da noite. Exibiram uma coreografia muito bem concebida e demonstraram muita classe, entrosamento e energia. A fantasia dos dois também fugiu a regra do restante da escola e acrescentou ainda mais no desempenho de ambos.

As alegorias da Difícil é o Nome mostraram toda a dificuldade que a escola teve para confeccioná-las. Não eram claras e tinham um visual bastante confuso. Os materiais usados também não surtiram efeito e o acabamento deixou bastante a desejar. Deverá perder décimos preciosos no quesito.

Nas fantasias, o cenário foi o mesmo. Em determinadas alas, a calça usada na fantasia era de material tão inadequado que era possível enxergar claramente a a bermuda e as pernas das pessoas por baixo da fantasia. Além das já citadas fantasias do primeiro casal e da comissão de frente, as roupas da ala das baianas e da bateria mostraram-se num nível superior.

A evolução da Difícil é o Nome também não foi boa. Como já citado, os componentes pareciam se arrastar pela Avenida, fruto também do andamento adotado pela bateria. No início do desfile, alguns pequenos buracos foram abertos e as alas não conseguiam preencher toda a largura da Marquês de Sapucaí.

O canto da Difícil praticamente não existiu. Foi sem dúvida a escola que menos cantou em toda a noite de desfile. Até mesmo as pessoas que assistiam ao desfile nas frisas pediam mais empenho dos componentes. Alguns diretores de harmonia simplesmente abandonaram seus postos e ficaram andando pela escola disposta na pista.

A bateria da escola até que mostrou uma boa afinação, mas o andamento adotado não foi o correto. Muito lento. Fez com que o desfile fosse ainda mais cansativo e, com o tempo, a própria começou a embolar constantemente. Um dessas emboladas aconteceu embaixo da cabine do segundo julgador.