Diretores de escolas do Grupo A ficam inconformados com a apuração

Não foi preciso nem esperar a apuração do Grupo de Acesso A terminar. O anúncio de que nenhuma escola seria rebaixada e as seguidas notas consideradas injustas já estavam deixando diretores de algumas escolas aborrecidos. Mas o estopim veio quando comunicaram que um dos jurados não havia dado nota para cinco escolas. Com isso, dirigentes começaram a abandonar as mesas como protesto ao que estava acontecendo na Sapucaí.

O diretor de carnaval da Viradouro, Celso Cordovil, foi irônico ao falar com o CARNAVALESCO. – Acho que a Viradouro tem que aprender a fazer carnaval para os jurados da lesga. Nós temos que aprender o que eles querem ver – disse ele, afirmando que a escola não sabia da decisão sobre o cancelamento do rebaixamento.

Jorge Mariano, diretor da Rocinha, falou que tudo o que aconteceu na Sapucaí foi "uma grande palhaçada". – Para o desfile que fizemos e os veículos e a resposta da imprensa, que considerou o nosso desfile excelente, não merecíamos ficar em oitavo lugar. Como pode uma escola com tantas coisas erradas ganhar o carnaval?! O critério de julgamento da Lesga precisa ser revisto urgentemente – afirmou ele, que também não participou da reunião sobre o rebaixamento e não sabia dizer se o Presidente da escola, Déo Pessoa, estava presente.

O carnavalesco da Santa Cruz, Lane Santana, considerou a apuração uma bagunça. – Como pode jurado não dar nota!? Os critérios da Lesga não sao sérios! Nós precisamos rever a escolha dos jurados desta liga!

Átila Gomes, presidente do Império Serrano, se negou a receber o troféu pelo segundo lugar e abandonou a apuração durante a leitura das notas visivelmente indignado. Por fim, o presidente da Cubango, Pelé, afirmou que foi para a Sapucaí visando disputar o tíulo com Império Serrano e Viradouro, e pediu que todas as escolas que se sentiram prejudicadas protestem junto com ele.