Dupla de coreógrafos da Mocidade mostra confiança no título e prepara novas surpresas

Por Matheus Emanuel

O Aladin na comissão de frente da Mocidade Independente de Padre Miguel foi a principal imagem do Carnaval 2017 e teve participação fundamental no título da escola, dividido com a Portela. A dupla de coreógrafos Jorge Teixeira e Saulo Finelon recebeu o site CARNAVALESCO no barracão para explicar o sucesso do ano passado e revelar como será desfile de 2018.

Perguntados sobre a pressão por uma nova surpresa, Jorge afirmou que compreende a expectativa do público para um novo espetáculo.

– As pessoas passam a projetar uma grande surpresa no nosso próximo trabalho, mas a gente está conseguindo conviver bem com isso. Eu prefiro não pensar que teve o Aladin, aliás, teve o Aladin? – brincou.

coreografos_mocidade2Saulo endossa as palavras do companheiro e diz que pretende igualar o nível do ano passado, mas ainda assim busca ser melhor a cada ano.

– Na verdade, eu acredito que quando a gente faz as coisas com bastante afinco. A avenida é um lugar mágico onde as coisas podem acontecer, todo ano a gente tem a total responsabilidade e sempre está querendo se superar. Foi um momento mágico e espero que a gente chegue ao menos no mesmo nível disso em 2018, se não superar, ao menos ficar no mesmo nível – disse.

A comissão de frente da Mocidade em 2017 foi um dos projetos mais ousados de toda a história do carnaval. Saulo afirmou que havia muito risco na apresentação.

– O Aladin sempre foi um projeto audacioso. Nós tínhamos um tripé no meio que o rapaz dirigia praticamente deitado e tínhamos um skate onde a pista precisava estar completamente lisa para que nada o atrapalhasse e era tudo muito cronometrado e ainda tinha um grande desafio, pois o drone voava e tinha que voltar ao mesmo lugar. Era uma vitoria a cada jurado – comentou.

Uma das polêmicas que cerca o quesito comissão de frente é o uso do tripé. A discussão vem de muitos anos, onde diversas pessoas defendem a extinção do elemento cenográfico nas comissões. Saulo diz que o tripé é muito bem-vindo, desde que haja uma conexão direta com o enredo e que tenha funcionalidade.

coreografos_mocidade– A comissão de frente cresceu muito, o tripé funciona como um backstage. Ele acaba te abrindo um leque de possibilidades. Só que tem que estar inserido no contexto, não pode ser uma peça enorme solta – comentou.

Jorge Teixeira contou sobre o conceito de sua comissão de frente para o Carnaval de 2018, dizendo que após muita pesquisa, irão trabalhar com histórias criadas na Índia, parte fundamental do enredo da Mocidade.

– A gente sempre se preocupa em fazer uma pesquisa muito grande para não trazer uma comissão solta. Nós fomos pesquisar, nos basear numa lenda, numa história sobre a Índia, para trazer e enriquecer o público. Estamos trazendo muito da cultura indiana para a Avenida. É baseado em um resgate da cultura indiana, a gente sempre procura contar uma história com início, meio e fim e é isso que vamos levar para a avenida e estamos muito felizes com o resultado – concluiu.