E os tamborins esquentaram

Se tem uma coisa na qual a Estação Primeira de Mangueira se aprimorou nos últimos anos foi escolher bons sambas para o seu desfile. E isso mais uma vez se repetiu nesta madrugada. Pemitam-me um chavão: venceu quem tunha de vencer. A composição de Lequinho, Jr. Fionda, Igor Leal & Cia tem as melhores soluções poéticas, uma nuance melódica que se adequa à bateria da Mangueira e passagens que emocionam, como a cabeça do refrão final.

Desde o início do concurso, pintava como uma das favoritas. À medida que as elminatórias foram avançando, o samba pintava cada vez mais forte. A final só serviu para que se confirmasse a vontade e o desejo de grande parte da escola.

Samba da Mangueira para 2013

Mas vale lembra que a disputa teve um adversário à altura. A obra de Alemão & Cia. também mostrou força e se o restante do samba mantivesse a força do seu refrão do meio, a história poderia ser outra. Já com relação à compsição que veio de Cuiabá, teve uma participação muito digina. Um bom relato do enredo na letra e uma melodia tipicamente verde e rosa. Talvez se tivesse participado do concurso durante outras semanas na quadra, poderia aparacer com mais firmeza. Mas nenhum desses dois concorrentes poderia tirar a taça dos compsoitores que acabaram por se sagrar campeões.

Só uma ressalva: como esperava desde o lançamento do enredo, a qualidade do samba campeão não se compara nem de perto com a beleza do que foi para a Avenida nos últimos três anos. Mas também, como exigir mais dos compositores? Nos carnavais de 2010, 2011 e 2012, tivemos Música, Nelson Cavaquinho e Cacique de Ramos como temas. Não preciso dizer muito mais, né? Qual desses temas, afinal, teve condições de dar mais subsídios e inspiração para quem tem a obrigação de escrever e criar a melodia? Acho que não há muita discussão.

O fato é: a Mangueira tem samba para 2013. Uma obra que certamente será,melhorada e aprimorada para que chegue voando baixo na Sapucaí. Se a escola conseguir resolver as pendências estéticas que tanto a atormentam nos carnavais mais recentes, será uma grande dor de cabeça para as concorrentes.

Outra escola a decidir seu samba nesta madrugada foi a Acadêmicos da Rocinha. Desde o início, ficou claropara mim que seria um duelo de estilos. E que venceria aquele que melhor se adequasse aos anseios da diretoria e do carnavalesco.

Samba da Rocinha para o Carnaval 2013

Foram três sambas na final. Mas ficou claro que o páreo seria entre o de Alexandre Naval, Mauricio Amorim, Leandro RC, J. do Táxi, Anderson Benson, F. Maria e Flavinho Segal e o de Edinho, Wisley da Cuíca, Diego do Carmo, Luiz Thiago, Cadu, Daniel Barbosa e Vitor Coutinho.

Venceu o primeiro. E por quê? A escola pretendia ter um samba mais ao estilo oba-oba, que permita um desempenho mais leve e com muito bom humor. Para isso, precisava de uma letra com termos mais populares, que se encaixassem inclusive ao desenvolvimento que o carnavalesco pretende dar ao enredo, que vai abordar a alimentação e a sua questão social (diga-se de passagem, na minha opinião, um dos três melhores enredos da Série A).

Dentro deste filosofia, levou a melhor a compsição ue abriu os trabalhos na quadra durante esta madrugada. Samba que, saliente-se, encaixou-se muito bem com a bateria de Mestre Maurão.

Na minha opinião, o melhor era o de Edinho & Cia. Afimal, sou adepto de um estilo de samba mais tradicional, em que se valoriza o criativo jogo de palavras e uma meoldia bem trabalhada.

Mas certamente não dá para dizer que um é bom e o outro é ruim. Foi apenas uma questão de estilo.

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