Em 2012, a São Clemente ‘tem bububu no bobobó’

Disputa acirrada na São Clemente. A final na noite deste sábado foi extramamente forte. As três parcerias finalistas investiram pesado. No fim, a parceria de Ricardo Góes, Serginho Machado, Marcos Antunes, FM, Guguinha, Vânia e Flavinho Segal venceu e conquistou o direito de ser o hino da São Clemente no Carnaval de 2012. A quadra da escola ficou super lotada, mas durante a apresentação da terceira passada, de Alex de Oliveira, uma grande parte do público foi embora. Antes das apresentações oficiais, o intérprete Igor Sorriso cantou os três sambas. O empresário Luiz Calainho e a coreógrafa Déborah Colker estiveram presentes na quadra. O carnavalesco Milton Cunha foi o mestre de cerimônia da noite e divertiu, como de costume, o público presente.

 

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– Os dois refrões são muito fortes. O primeiro é irreverente e o do meio, interativo. Eu estou na São Clemente desde 82. O meu pai fazia parte da ala dos compositores. Quando ele saiu, eu entrei. Todo ano desfilo independente do resultado. Sou São Clemente perdendo ou ganhando – disse o compositor Ricardo Góes, que afirmou ter tido uma despesa de R$ 20 mil durante toda disputa.

A noite começou com intérpretes da casa cantando clássicos de outras agremiações. Enquanto o público se acomodava e enchia a quadra, passistas apresentavam show de samba no pé. A bateria dos mestres Gil e Caliquinho sustentou o ritmo durante toda a noite, parando pouquíssimas vezes para descansar. Um dos pontos altos do evento foi a apresentação dos intérpretes Quinho e Leonardo Bessa do Salgueiro, ambos ex intérpretes da amarela e preta de Botafogo, que cantaram juntos os sambas memoráveis da São Clemente emocionando e empolgando o público. Para fechar, a dupla mostrou que o samba 2012 do Salgueiro, escolhido na última terça-feira, e que já está na boca do povo. O público entoou em coro os refrões, já demonstrando que a obra será o grande trunfo do Salgueiro para o Carnaval.

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Antes das apresentações oficiais, o intérprete Igor Sorriso cantou os três sambas concorrentes. A parceria campeã foi a primeira a se apresentar na noite e já mostrava força. Torcida muito bem “ensaiada”. Bonecos de Olinda, papéis picados, bolas e até uma comissão de frente embelezou a exibição, aliás, este último recurso foi utilizado por todas as obras finalistas, mostrando que pelo menos na agremiação da Zona Sul, coreografia em samba é uma tendência.

Fabio Ricardo, carnavalesco da São Clemente, revelou ao site CARNAVALESCO que achou o nível das obras inscritas muito bom e que as três obras finalistas representariam muito bem a agremiação, porém sairia vencedor aquele que ilustrasse melhor o enredo durante o desfile na Marquês de Sapucaí. Revelou ainda que o trabalho de trabalho de barracão está à todo vapor e que os protótipos das fantasias ficarão prontos no final de outubro, mas a direção da escola ainda não decidiu se apresentará ou não os desenhos.

Como foram as apresentações

Cada parceria tinha vinte minutos de apresentação e nos primeiros minutos de apresentação da parceria de Ricardo Góes, o refrão principal "tem bububu no bobobó "já havia ‘colado’ na boca de quem torcia, ou não pelo samba. A segunda parceria da noite dos compositores Eugênio Leal, Armandinho do Cavaco, Carlinhos da Penha, Rodrigo Maia, Luiz IAPTEC, J.J. Santos e Fadico não deixou por menos e “brigou” à altura com o primeiro samba. Sua torcida cantou com garra. Os componentes utilizavam um adesivo no peito que dizia: “O inesperado pode acontecer. Eu apoio”. Thiago Brito e Serginho Gamma defenderam o samba no palco, que contou com o apoio luxuoso de um violinista.

Já a terceira parceria da noite, cantou pouco, mas fez bonito na encenação. Os compositores Rodrigo Índio, Alexandre Araújo, Fabio Rossi, Armando Daltro, Marcelo Fagundes, Bruno Holfinger, Edmar Junior e Alex de Oliveira, fizeram um verdadeiro teatro no centro da quadra com componentes fantasiados de acordo com o enredo. Até um tripé foi utilizado para compor o cenário. A saída do público, que demostrava cansaço, talvez, possa ter prejudicado a parceria que não contou com o apoio “caloroso” do público.

O resultado final foi anunciado pelo intérprete oficial que cantou o refrão do samba campeão que em poucos segundos tomou conta de todo o palco com a presença dos compositores vencedores e diretoria da escola.

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