Em enredo místico, Acadêmicos do Sossego protesta contra a intolerância religiosa e pede paz

Por Gabriel Leal

sossego_desfile_2018_91-3Terceira escola a desfilar, nesta sexta-feira de carnaval, a Acadêmicos do Sossego levou para a Avenida um enredo baseado no misticismo e nos significados dos rituais da humanidade. A terceira alegoria apresentada chamou atenção por trazer a representatividade das religiões de matrizes africanas com um tom de “Déjà vu”.

Uma das sensações do campeonato da Mangueira de 2016 foi a porta-bandeira Squel representando um Yaô. Assim como no desfile da Verde e Rosa, a Sossego trouxe de volta este elemento para avenida só que desta vez no terceiro carro. A última alegoria apresentava uma grande escultura de um Yaô sendo iniciado a Oxóssi, orixá sincrético a São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro.

Em conversa com o site CARNAVALESCO, o diretor de carnaval da escola, Almir Júnior, comentou sobre a decisão de encerrar o desfile da agremiação om esta alegoria.

– É um pedido de paz, de tolerância, de respeito entre as religiões. A ideia é exaltar a nossa diversidade. É muito relevante. O enredo representa um clamor contra a intolerância com o nosso carnaval. Nosso enredo é exatamente isso, ele quer exaltar a nossa diversidade, o nosso carnaval – declarou o diretor de carnaval.