Em entrevista ao CARNAVALESCO, Regina Celi se derrete por salgueirenses: ‘São meus filhos’

 

 

Ela é considerada entre os salgueirenses uma mãezona. E a presidente Regina Celi Fernandes aceita de coração aberto esta alcunha. Prestes a encarar um novo pleito para presidência do Salgueiro, Regina conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre sua relação com a escola, o futuro caso seja reeleita, os projetos sociais e também sobre a surpreendente candidatura do intérprete Quinho. A eleição na escola é no dia 4 de maio. Confira abaixo a conversa com a presidente salgueirense:

O que representa comandar o Salgueiro?

Regina Celi: Eu estou no Salgueiro desde os 14 anos. Me casei com o ex-presidente e depois acabei me tornando presidente. Tudo aconteceu muito rápido na minha vida. As pessoas hoje me conhecem como a presidente do Salgueiro, mas eu frequento a escola há quase 20 anos. Já fui da diretoria, já fiz de tudo aqui. Eu amo o carnaval e amo o Salgueiro. Comandar essa escola pra mim é um orgulho muito grande. Quero sempre estar perto dessa comunidade.

Nesses mandatos, qual foi o melhor momento e qual você quer esquecer?

Regina Celi: O melhor momento, sem dúvida nenhuma, não poderia ser outro. O título de 2009, o ano do Tambor, estávamos 16 anos sem um campeonato e ganhar justo no meu primeiro ano foi muito gratificante. Acredito que o nosso pior momento, mas que serve como aprendizado, foi o Carnaval 2011, quando tínhamos carnaval pra ganhar e perdemos para nós mesmos. Não digo que devamos esquecer, mas foi sem dúvida meu pior momento à frente do Salgueiro.

Qual é o maior sonho seu para o Salgueiro que ainda não conseguiu realizar?

Regina Celi: Eu digo sempre que existe o Salgueiro escola de samba, que faz carnaval para brindar o público com um belo espetáculo e tem a obrigação de disputar título. Ganhar carnaval é resultado de um trabalho de equipe, de um esforço de muita gente o ano todo. Mas existe um outro Salgueiro, que pouca gente conhece. Uma comunidade que precisa de carinho e atenção. Nossos projetos sociais são tão importantes quanto ganhar carnaval. Meu maior sonho é tirar as crianças da rua, trazer as mães com seus filhos para dentro da escola.

Você é considerada uma mãe para muitos salgueirenses. Como aconteceu essa união entre você e a comunidade?

Regina Celi: Os salgueirenses são todos meus filhos. Uma boa mãe quer sempre o melhor para os seus filhos, mesmo que às vezes não seja o melhor pra gente mesmo. Se um filho está feliz, uma mãe também está. Acho que essa relação minha com a comunidade vem do fato de eu buscar sempre o melhor para o Salgueiro e os salgueirenses.

Caso seja reeleita, qual a principal novidade que você quer fazer na escola?

Regina Celi: Minha prioridade zero, não é nem um, é zero (risos) é uma melhoria significativa nos banheiros da nossa quadra. Até eu reclamo demais. Temos a melhor quadra da cidade, mas com banheiros muito ruins. Eu já defini como vai ser a reforma, vamos trabalhar em dois turnos. O quebra-quebra de obra vai ser durante o dia. Espero estar com tudo pronto quando a escola começar novamente a encher para os ensaios e eliminatórias de samba. 

Como você recebeu a notícia que o Quinho seria candidato? Com isso, ele está fora do carro de som?

Regina Celi: Com uma certa surpresa e um pouco de decepção. O Quinho tem todo o direito de se candidatar, isso aqui é uma democracia. Só achei um pouco estranho porque ele estava renovado e com o salário pago. Se ele continua ou não, isso não depende apenas de mim, mas da minha diretoria. O fato é que hoje ele é oposição. E se ele ficar no carro de som, vai se comportar como oposição na avenida? Vamos aguardar a eleição e depois sentar para conversar. 

É possível falar que enquanto você estiver na presidência o Renato Lage será sempre o carnavalesco? Qual análise que você faz do trabalho dele no Salgueiro?

Regina Celi: Sem dúvida enquanto eu for a presidente do Salgueiro meu carnavalesco tem nome e sobrenome: Renato Lage. Não tem porque mudar uma parceria que está dando certo. O Renato tem total autonomia para criar, desenhar, desenvolver todo o carnaval. Tudo que ele projeta vai para a avenida. Tenho total confiança no trabalho do Renato e ele seguirá com a gente enquanto eu for a presidente. 

Você pensa em trocar alguém da equipe de 2014 ou trazer alguém para acrescentar? Quem e o motivo?

Regina Celi: A equipe para 2015 está fechada. É a mesma do Carnaval 2014. Em time que está ganhando não se mexe. Não vai sair nem chegar ninguém.

E caso Quinho não permaneça na escola, como será o carro de som?

Regina Celi: Tínhamos três cantores oficiais. Além do Quinho, o Serginho do Porto e o Leonardo Bessa. No caso de o Quinho não permanecer, seguiremos com os dois, Serginho e Bessa. Não vamos buscar outro cantor não.

Falando de 2015, o que você pode adiantar de enredo? Quais são as possibilidades estudadas? Todas patrocinadas?

Regina Celi: Infelizmente não posso adiantar muita coisa porque preciso aguardar o resultado das eleições. Posso garantir que o tema já está definido. O Renato já está desenvolvendo o projeto e ele adorou a ideia que é muito boa. A escola está correndo atrás de parceiros para nos ajudar.

Falando de patrocínio, você nos disse que a Nissan fica como parceira da escola. Como será isso?

Regina Celi: A Nissan é uma amiga do Salgueiro. A relação para 2015 será diferente. Em 2014 foram patrocinadores do enredo, agora irão nos ajudar de outra forma. Os patrocinadores do enredo serão outros parceiros. A Nissan segue nos ajudando em outros projetos.

Nos projetos sociais, o que o Salgueiro desenvolve hoje para sua comunidade e o que você pensa em fazer para o futuro?

Regina Celi: Meu grande sonho para o Salgueiro e que já está sendo tocado, é uma creche para que as mães possam deixar seus filhos e ir trabalhar, estudar, fazer um curso, enfim se desenvolver. Uma escola de samba do tamanho do Acadêmicos do Salgueiro precisa trazer sua comunidade para dentro dela, mas não só para ensaiar, trabalhar no barracão. É para obter cidadania.

Qual mensagem você deixa para os salgueirenses?

Regina Celi: Muito obrigado por tudo. Pela confiança e pelo respeito. Sempre acreditem na força das ideias e busquem os seus objetivos. Se Deus permitir, estaremos juntos mais quatro anos.

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