Emerson Dias celebra seu primeiro Estrela do Carnaval e prepara volta para casa no Salgueiro

grande-rio_desfile_2018_83Emerson Dias passou 18 anos na Grande Rio. No próximo domingo, dia 11 de março, o ato final dessa bonita história é a festa de premiação do Estrela do Carnaval, quando o cantor deixará oficialmente a Grande Rio para poder cumprir uma missão: ser a voz oficial do Salgueiro, escola onde nasceu. Antes, ele ainda vai cantar o samba de 2018 da escola de Duque de Caxias, já que conquistou pela primeira vez o prêmio, oferecido pelo site CARNAVALESCO, como melhor intérprete do Grupo Especial.

A camisa-convite já está à venda na quadra, em horário comercial, a R$ 40 antecipada (com direito ao prato de feijoada). Vale lembrar que para este evento, não há reserva de mesas. A ocupação é por ordem de chegada.

Emerson comenta a conquista e ressaltou a importância do prêmio ser escolhido pela equipe que vivencia o dia a dia das escolas de samba.

– Primeiro é a realização de um sonho e um objetivo pessoal. É uma referência poder vencer uma premiação dessa importância. Devido à marca do site e a visibilidade para todos os sambistas, que é muito grande. Estarei ao lado de grandes amigos e mestres recebendo esse prêmio valoroso – derrete-se.

O intérprete é o segundo a ganhar o prêmio de intérprete do Grupo Especial depois de comandar um desfile com sérios problemas. Primeiro foi Tinga que venceu pela Tijuca em meio a uma apresentação caótica. Emerson triunfa conduzindo um desfile ‘jogado fora’ pelos problemas com a última alegoria da Grande Rio.

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– Eu acho que a dor do componente era grande demais, em ver sua dedicação de um ano se perder. A única arma que ele tem é o seu cantor. Provocar o canto e a brincadeira, através da evolução era o que eu poderia fazer. Eu abdiquei da parte técnica para procurar cantar e olhar no rosto de cada um. A dedicação e a doação foram muito maiores. Era uma tentativa de virar o jogo. Mas terminamos dentro do possível muito bem – conta.

Emerson Dias apresenta o coração dividido ao revelar a gratidão pela Grande Rio e a paixão incondicional pelo Salgueiro. O cantor deseja se apresentar no palco do Estrela vestido de Ney Matogrosso, como fez no dia do desfile da tricolor de Caxias.

– Eu digo que meu coração é bastante dividido. Eu nasci dentro do Salgueiro, mas nasci como profissional do carnaval na Grande Rio. Foram dez anos no Salgueiro como apoio do Quinho. Quando ele voltou para lá eu resolvi ficar, pois achava que ali eu poderia construir minha história. Deixei a porta da Academia sempre aberta, e sempre voltei. Meus amigos cresceram ali dentro. Xande de Pilares, Mauro Júnior, Fred Camacho, Leonardo Bessa, Marcão, Thiago Diogo. Boa parte do que aprendi no Salgueiro apliquei na Grande Rio. Tudo que construí como cantor foi através da escola. Meu carinho e agradecimento serão eternos. Chegou o momento de contribuir a quem me fez nascer, que foi o Salgueiro. Eu venci, cheguei no patamar de defender uma escola desse tamanho – comemora.