Emoção e técnica marcam desfiles de sábado e colocam Mocidade e Águia na briga pelo título

 

 

A segunda noite dos desfiles da escola de samba do Grupo Especial de São Paulo foi marcada pelo embate entre a emoção e a técnica. Com um desfile que balançou todos os setores do Anhembi, a Mocidade Alegre mostrou que quem quiser levar o título do carnaval de São Paulo terá que vencer a escola do Limão. Dificilmente alguém que esteve presente na Passarela do Samba não foi envolvido pela emocionante apresentação da Morada do Samba. Com um desfile tecnicamente perfeito, a Águia de Ouro provou que pode ser a responsável por quebrar a hegemonia da atual bicampeã. Embalada pela homenagem a Ronaldo Fenômeno, a Gaviões da Fiel mostrou a força da paixão de seus torcedores e, como já é de costume, interagiu com as arquibancadas, praticamente trazendo o público para dentro da pista. Nenê de Vila Matilde e Império de Casa Verde fizeram desfiles que privilegiaram a parte técnica, sem deixar o sentimento de lado. Já Pérola Negra, que esteve em sintonia com o sentimento dos seus componentes, que estavam de volta ao Grupo Especial, e Acadêmicos do Tatuapé, que tocou o coração dos seus componentes ao homenagear o santo mais festejado no mundo do samba, privilegiaram o lado emocional de um verdadeiro desfile de escola de samba.

Se no ano passado o retorno ao Grupo Especial foi motivo de alegria para a comunidade da Vila Madalena, em 2014, os componentes da Pérola Negra podem se orgulhar do desfile da escola. Com um conjunto alegórico muito bem idealizado pelo carnavalesco André Machado, e a bateria de Mestre Bola realizando bossas que animaram o público, a escola fez um desfile sem grandes problemas e pode pensar mais que somente lutar contra o rebaixamento, comum para escolas que sobem à elite do carnaval. O único porém da boa apresentação da Joia Rara do Samba, ficou por conta do costeiro da fantasia do mestre-sala, que caiu em frente ao recuo de bateria. # CLIQUE AQUI E VEJA COMO FOI O DESFILE

Quando Ernesto Teixeira começou a cantar o primeiro verso do samba-enredo da Gaviões da Fiel em 2014 e a arquibancada respondeu, ficou clara que aquela seria uma apresentação acima dos anos anteriores. E foi isso o que aconteceu. Com refrãos fáceis e uma bateria que interagiu com o público, a escola, apesar de uma acelerada na evolução, conseguiu fazer uma boa apresentação na madrugada deste domingo, 2, no Sambódromo do Anhembi. Ronaldo, o grande homenageado da festa veio no último carro, cercado por sua família, e levantou todos os setores do Anhembi enquanto passava pela avenida. # CLIQUE AQUI E VEJA COMO FOI O DESFILE

Um baile! Tudo bem que o enredo da Mocidade Alegre falava sobre a fé em forma de procissão, porém o que se viu na madrugada deste domingo, 2, no Sambódromo de São Paulo, foi um verdadeiro baile de carnaval em forma de desfile de escola de samba. A escola do Bairro do Limão provou que um bom samba faz a diferença. Com uma excelente apresentação de Igor Sorriso, que estreou como intérprete oficial da escola, a agremiação colocou as arquibancadas para cantar como poucas vezes se viu no carnaval paulistano. A bateria comanda por Mestre Sombra deixou claro porque é uma das melhores da Terra da Garoa, realizando bossas que mexeram com o público. O auge da apresentação da escola se deu durante a execução da bossa no refrão principal. No verso “De joelhos eu vou cantar”, a bateria parava de tocar e toda a escola se ajoelhava, levando ao delírio o público presente no Anhembi. # CLIQUE AQUI E VEJA COMO FOI O DESFILE

Quinta escola a pisar na Avenida e com vontade de voltar a figurar entre as principais do carnaval paulistano, a Nenê de Vila Matilde fez um desfile sem maiores problemas. A comunidade respondeu bem ao samba interpretado por Agnaldo Amaral, que fez uma boa estreia na Azul e Branca da Zona Leste. As alas demonstraram muita alegria e descontração, deixando clara a ligação dos mesmos com a escola matildense. # CLIQUE AQUI E VEJA COMO FOI O DESFILE

Após ver o campeonato escapar por entre os dedos no último ano, por conta do estouro do tempo e a consequente perda de pontos como punição, a Águia de Ouro voltou a fazer uma bela apresentação e mostrou que vai brigar pelo título do Carnaval paulistano. Embalados pela paradinha do surdo de primeira inspirada na bateria da Mangueira e pela melodia imposta ao samba pelo intérprete Serginho do Porto, a escola da Pompeia fez um desfile cheio de energia para contar a história do compositor baiano Dorival Caymmi. Os carnavalescos da escola abusaram da altura das alegorias e mostraram que conhecem muito bem os segredos do Anhembi. # CLIQUE AQUI E VEJA COMO FOI O DESFILE

Com a difícil missão de falar sobre sustentabilidade, o Império de Casa Verde foi a penúltima escola a entrar na Avenida, na madrugada deste domingo. A bateria do Tigre, regida por Mestre Zoinho, foi o ponto alto da apresentação, mantendo uma cadência praticamente perfeita durante todo o desfile. A harmonia deixou a desejar, pois algumas alas não cantaram com intensidade o samba-enredo da escola. # CLIQUE AQUI E VEJA COMO FOI O DESFILE

Contando com um samba-enredo de qualidade e com sua dupla de intérpretes bem entrosada, a Acadêmicos do Tatuapé encerrou o Carnaval paulistano com uma apresentação sem grandes problemas. Com fantasias e alegorias simples, porém bem acabadas, a agremiação contou em seu desfile a história de São Jorge Guerreiro, já com o dia claro na capital paulista. A escola enfrentou alguns problemas de evolução, principalmente no último setor da escola, quando abriu-se um considerável espaço entre a última ala e o quinto carro alegórico. # CLIQUE AQUI E VEJA COMO FOI O DESFILE

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