Empreendedores defendem organização e regularização dos autônomos do Carnaval

Luiz Felipe Aragão. Fotos: Henrique Matos

img_6412A importância da economia criativa e solidária para os profissionais e artistas das escolas de samba foi tema de debate no segundo dia da feira de negócios Carnavália-Sambacon, no Centro Sul-América. A maioria defendeu a organização e regularização dos autônomos do Carnaval para garantia de benefícios que facilitarão a gestão do seu próprio negócio e a valorização de sua manifestação artística fora do período de folia. Participaram da mesa Francisco Marins, Coordenador de Projetos do Sebrae RJ e ex-presidente da Porto da Pedra, Tânia Melo, Coordenadora de Economia Solidária da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda, o superintendente da economia solidária e criativa da secretaria de Cultura, Marcos André, o artesão Fábio Rosa, além de Célia Domingues, da Amebras, como mediadora.

– É um mercado popular da economia criativa e solidária. Da população para a população. Onde poderá criar, vender e por consequência gerar renda para as pessoas que vivem da arte. O Rio é uma cidade turística, uma cidade que está pronta para receber o mundo e esse mundo tem que conhecer nosso potencial artístico e criativo. Confiamos na secretaria da Cultura para viabilizar esse projeto – disse Célia Domingues

img_6280Foi questionada a ausência do debate sobre os profissionais que deixarão de trabalhar com o corte da verba da Prefeitura do Rio.

– Investir no Carnaval também é cuidar de pessoas. Justamente por conta disso, quando eu assumi a Porto da Pedra, a ideia era ter a interdependência dos recursos públicos. Eu vasculhei a escola como um todo, tentando descobrir aonde estava o centro das nossas falhas. A ideia da gestão era descobrir o talento de cada trabalhador, de cada empresa fornecedora, entender porque o produto não dava certo ou não se desenvolvia. A escola de samba como empresa. Às vezes, o sentimento pelo pavilhão nos faz esquecer disso, mas estamos lidando com empresas e elas precisam ser geridas – explicou Francisco Marins.

A profissionalização do carnaval ainda gera pontos de dúvida e debate.

img_6254

– Quando foi levada a proposta de profissionalização dos artistas do carnaval houve um movimento contrário. Até que foi explicado que para receber a verba da Petrobras, patrocinadora da época, as escolas deveriam realizar essa profissionalização. A partir daí, a ideia do micro empreendedor individual (MEI) ganhou força no Carnaval – complementou Francisco Marins.