Equipe busca equilíbrio no volume do som do Sambódromo para agradar público e jurados

O número de caixas de som dobrou, novas arquibancadas alteraram a acústica da Sapucaí e o desafio de tornar o áudio de expectadores e jurados o melhor possível foi lançado. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Mario Jorge Bruno, produtor executivo do CD do Grupo Especial e um dos responsáveis pelo ajuste do som da Sapucaí, falou sobre as novidades na aparelhagem.

– Estamos com um novo equipamento de amplificação, que está proporcionando, pelos testes com Portela e Imperatriz no último sábado, um resultado muito bom. Antes, nós tínhamos o rebatimento do som no paredão do lado direito mas, agora, o som está se propagando com facilidade e uma qualidade de áudio muito boa – explicou Mário Jorge, que aproveitou para falar sobre o problema ocorrido no ensaio da Imperatriz. – Infelizmente, tivemos uma oscilação muito grande de luz e isso acabou queimando os no-breaks do carro de som. Corremos pra substituir os equipamentos e, enquanto fazíamos esse reparo, os componentes e o publico ajudaram bastante a escola mantendo uma cantoria muito forte.

Outro assunto abordado foi o do volume do som. Mario Jorge Bruno afirmou que está sendo buscado um equilíbrio para agradar público e jurados. – A questão é que o público também tem que escutar bem antes da bateria chegar em cada setor. Então, temos que colocar um volume onde os espectadores consigam ouvir com clareza, até para que possam se empolgar com o desfile e, ao mesmo tempo, o jurado possa ouvir o canto da escola e fazer a melhor avaliação possível – contou o produtor, que também falou de outros desafios proporcionados pela Nova Sapucaí. – Acredito que o desafio maior é na parte técnica, para conseguirmos uma perfeita amplificação do som, reduzir o atraso entre as caixas, reprogramar tudo em função da duplicação das caixas e se adaptar às novas condições sonoras da avenida.
 

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