Equipe do site CARNAVALESCO encontra problemas de infraestrutura no Sambódromo

Por Matheus Emanuel

A equipe do site CARNAVALESCO esteve no Sambódromo, que é administrado pela prefeitura do Rio de Janeiro e cedido para Liesa durante o carnaval, para verificar se a infraestrutura está em boas condições para receber o público que assistirá aos desfiles de 2018. Sem ensaios técnicos nesta temporada, identificamos pontos que precisam de reparos até o próximo fim de semana. Ao contrário de anos anteriores, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) recebeu o espaço com problemas sérios nos banheiros e demais áreas da Marquês de Sapucaí.

filas_sambodromoA pista está em boas condições, nela não foram encontradas muitas imperfeições. A equipe percorreu toda a extensão. A situação se inverte na recepção ao público. Alguns banheiros dos setores 3 e 6 estavam sem luz em suas dependências. Sérgio Alexandre, morador de Niterói, torcedor da Beija-Flor e frequentador da Marquês de Sapucaí há mais de 5 anos, disse que o problema é constante e comentou sobre o descaso dos administradores do Sambódromo diante dessa situação.

– Frequento a Sapucaí e isso aqui nunca evoluiu. Os banheiros são ruins e não possuem higiene. Isso quando eles não estão sem luz e somos obrigados a usar o banheiro químico – disse.

Aline Stabila, torcedora da Viradouro, relatou a falta de higiene no banheiro das frisas do setor 3. Piso sujo, falta de papel e novamente luzes queimadas. Ela diz que os problemas são antigos.

– A situação fica mais caótica a cada ano. Hoje o banheiro feminino não tinha luz e acabamos tendo que usar o banheiro químico, que é muito inadequado para mulheres. As cadeiras, na maioria das vezes, estão bem sujas. É uma vergonha. Somos apaixonados pelo espetáculo, porém não é nada convidativo – disse.

Se já não bastasse os problemas encontrados dentro dos banheiros, fora deles também acontecem diversas turbulências. Exemplo são as filas encontradas em diversos setores. O acesso para os banheiros é mal iluminado e o visitante que pretende usá-lo deve esperar uma fila monumental. Apesar das dificuldades, o público presente neste domingo para o teste de som e luz está ansioso para os desfiles. João Hodrygo, torcedor da Mangueira, melhor tratamento para quem compra ingressos de arquibancada.

– O tratamento dado aos turistas e as pessoas que possuem uma melhor condição econômica é superior do que é dado ao “povão”. Parece até que estamos em outro local. Frequento as arquibancadas há muito tempo e isso não mudou. Antigamente, eles deixavam as frisas em ensaios técnicos para os turistas – comentou.