Evolução e Harmonia fortes são marcas do desfile do Cubango

 

 

 

A Cubango apresentou um chão muito forte em sua passagem pela Sapucaí. A escola, que encerrou os desfiles do Grupo de Acesso, e já iniciou sua passagem pela Sapucaí com o dia amanhecendo, trouxe componentes com um canto forte, que abraçaram o enredo "Continente Negro – Uma Epopeia Africana" e demonstraram muita raça durante toda a passagem pela Passarela do Samba.

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O enredo afro da Cubango, por natureza, não tinha uma leitura muito fácil. A escola mesclou momentos de muita qualidade estética, como no primeiro setor do desfile, onde o ápice foi o carro Abre-Alas "Savana Africana – Animais na Ginga", e outros em que a riqueza de detalhes não foi vista, como no último carro, "Kizomba – Festa da Raça no Carnaval".

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Comissão de Frente e Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A Comissão de Frente do coreógrafo Carlinhos do Salgueiro cativou o público da Sapucaí. O ápice da apresentação era quando os guerreiros que representavam a união das forças africanas se transformavam em leões usando os adereços em suas cabeças. Os pontos negativos foram a troca de roupas que dos dançarinos, que comprometeu a avaliação da performance. Além disso, na primeira cabine, pôde ser notado que um dos integrantes da comissão estava perdido na coreografia, tendo que ficar olhando para os lados para acompanhar os passos. Já o casal Diego Machado e Natália Pereira passou pela Sapucaí com muita sincronia. Ambos, muito sorridentes, cativaram público e jurados com simpatia e uma dança segura.

Harmonia

A Harmonia do Cubango foi um dos pontos altos do desfile. Os componentes da escola tinham o samba na ponta da língua. A única falha notada foi que grande parte dos componentes cantava os versos finais da obra de uma forma mais parecida como a que é cantada no CD de sambas do Grupo A, enquanto Marcelo Rodrigues, cantava o trecho mais rápido. De qualquer forma, o belo Samba-Enredo contagiou os foliões e levantou as arquibancadas da Sapucaí.

Evolução e Conjunto

O Cubango evoluiu muito bem pela Sapucaí. Sem correrias ou momentos muito parados, a passagem da escola por toda a Passarela do Samba foi tranquila. As alas tiveram espaço para brincar, dançar e interagir com as frisas, contagiando todo o público.

Fantasias

Foi um dos quesitos mais instáveis do desfile da escola. Fantasias como "Dança Ritual Tribal", "Exu Abre Caminhos", "Colonizadores" e a ala de passistas, "Senhores do Engenho", eram de muito bom gosto e passavam clara informação de seu significado. Outra fantasia que merece destaque foi a da ala das Baianas, "Asas da Liberdade". No entanto, algumas fantasias seguiram o costume de ter sua leitura de um enredo afro dificultada, como "Majestades Africanas", "Fruto de Um Amor Proibido" e "África, Exuberante Paraíso Negro".

Alegorias

Outro quesito que sofreu contraste. Os dois últimos carros, "Mandela – Herança Africana, Um Grito de Liberdade" e "Kizomba – Festa da Raça", não apresentaram a riqueza de detalhes e qualidade estética do Abre-Alas "Savana Africana – Animais na Ginga" e da segunda alegoria, "Celebração aos Orixás", que encantaram o público e foram pontos altos do desfile.

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