Evolução e harmonia são os destaques da Vai-Vai em desfile sobre Paulínia

 

 

A alvinegra do Bixiga mostrou que é uma escola de comunidade forte e organizada no desfile da madrugada deste sábado, no Sambódromo do Anhembi. Com 4000 componentes, a Vai-Vai passou compacta e com o canto forte por parte dos componentes. A Ala das Baianas e o casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola também merecem destaque na apresentação da escola.

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Acompanhados da Coroa, símbolo da escola, da soberania e da imortalidade, a comissão de frente do Vai-Vai teve 15 componentes. Seis deles vestiam preto e outros seis branco, duas pessoas vestidas de chamas e um de preto e branco. A integração entre os componentes e a coroa fazia menção à chama do samba que não pode se apagar.

Segunda ala a se apresentar, a Ala das Baianas representava a Nova República, que surgiu após a monarquia. Logo em seguida, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Pingo e Paulinha, vieram vestidos como a Chama da Vai-Vai, que no girar da porta-bandeira, impulsionavam a comunidade toda a sambar.

O primeiro carro da alvinegra do Bixiga começou a contar a história da criação do vilarejo, que hoje é a cidade de Paulínia. Representando em três níveis a Fazenda do Funil, a ponte sobre o Rio Atibaia e o Portal Medieval, o carro trouxe ainda o trem que é símbolo do progresso do lugar.

Após o carro, o chão do Vai-Vai merece destaque. Na quinta ala, uma homenagem aos imigrantes italianos que contribuíram para a formação da cidade, e que tem fortes ligações com a região do Bela Vista, onde fica a sede da escola. A Bateria Pegada de Macaco, de Mestre Thadeu, veio homenageando um dos criadores da Companhia Agrícola Funilense, José Paulino, que mais tarde daria nome o lugarejo, e que acabou se transformando em Paulínia.

As alegorias seguintes da escola trouxeram as riquezas e o lazer da cidade de Paulínia. No segundo carro, o Grande Polo Industrial da cidade, considerado o maior da América Latina, foi retratado. Já na terceira alegoria, os esportes, a educação e a cultura foram o tema. A bocha, esporte muito praticado no município, o futebol e o bicicross foram apresentados. Na educação, a biblioteca virtual foi homenageada.

No quarto carro, a influência da cultura grega foi retratada na criação do Teatro Municipal de Paulínia, que é considerado uma das maiores obras do estado de São Paulo. Baseado no “Pensador” de Rodin, o Vai-Vai partiu da ideia de que um grande pensador teria criado um sistema de desenvolvimento baseado na cultura.

Na quinta alegoria, uma grande homenagem ao Polo Cinematográfico da cidade e aos filmes que ali foram gravados, além do Festival de Paulínia, importante premiação que a cada ano cresce cada vez mais. A tradicional Velha Guarda do Bixiga compôs o carro, vestidos de gala, nessa grande festa que homenageou a cidade de Paulínia. A Vai-Vai terminou o seu desfile aos 64 minutos.

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