Fernando Horta: ‘A Tijuca escolheu o samba de olhos fechados’

A Unidos da Tijuca encerra os desfiles do domingo de carnaval, na Marquês de Sapucaí, com o enredo "Semeando sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado" e o presidente Fernando Horta está confiante no sucesso da apresentação. O motivo? O samba-enredo para o desfile do ano que vem. A obra, muito elogiada, conquistou também o dirigente tijucano. 

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– Esse ano acertamos a mão no samba-enredo. A escola teve uma excelente safra, deu pra escolher de olhos fechados. Levaremos um grande samba para a Marquês de Sapucaí – disse Horta, que reafirmou o compromisso de doar 100% das fantasias para a comunidade.

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– A Tijuca tem um compromisso com a sua comunidade, com o Rio de Janeiro e com o Brasil. As fantasias são da comunidade, não só da comunidade do Borel, mas de todas as comunidades. Basta se inscrever e cumprir o regulamento da escola, participando dos ensaios. Não importa se tem dinheiro ou não. Basta vir aos ensaios e seguir o regulamento que desfilará pela Tijuca. Ainda não sabemos em quanto está avaliado no nosso desfile, porque o carnaval é um projeto artístico. O carnavalesco vai criando coisas novas e os gastos variam muito – explicou.

Sobre os novos horários dos ensaios na quadra da escola, o dirigente afirmou que a violência na cidade é um dos principais fatores para a alteração, que na temporada 2016, passou a ter início às 19 horas durante os sábados:

– O público que frequenta os ensaios da Unidos da Tijuca em geral são empresários e famílias, a cidade anda muito violenta. Nós fizemos um teste e está dando certo. A escola está apresentando um excelente movimento. As pessoas vão para casa às 02h e podem no dia seguinte ir à praia, aproveitar o domingo. Estamos abrindo às 19h.

Fernando Horta ainda não sabe o destino da quadra devido às obras de revitalização da Zona Portuária, ele afirmou que a situação não mudou e torce pela permanência da escola no Clube dos Portuários: – Eu acredito que o prefeito Eduardo Paes deixará a Tijuca aqui, pois a região precisa de uma casa de eventos. A Tijuca está pronta. A cidade não pode ter só prédios, tem que ter uma quadra que nem a Tijuca, que está aqui desde 1992. O povo precisa de entretenimento – torce o presidente.