Fernando Horta afirma que Tijuca deve ter enredo nacional e pede alteração no regulamento para 2018

tijuca_desfile_2017_001Líder do ranking da Liesa até o desfile de 2017 a Unidos da Tijuca era apontada como favorita para conquista de mais um carnaval neste ano. Entretanto, a exemplar administração de Fernando Horta à frente da agremiação sofreu um duro golpe com um acidente que destruiu o carnaval da escola e quase levou à agremiação para a Série A. Passados quase quatro meses dos desfiles o site CARNAVALESCO entrevistou o presidente Fernando Horta.

Depois de desenvolver temáticas internacionais em 2013, 2015 e 2017, a 11ª colocada no Grupo Especial deve retornar para as temáticas nacionais ano que vem. Segundo Fernando Horta, o enredo será divulgado no início de junho. Horta revela ainda que o acidente ainda deixa marcas na escola.

– A poeira não baixou muito. Foi uma situação que não esperávamos, mas toda escola que faz parte do espetáculo está sujeita a esse tipo de coisa, infelizmente. Ninguém gosta de passar por isso mas o fato é que aconteceu conosco. Estamos promovendo uma reorganização e logicamente tenho alguns enredos em minha mesa. No início do mês que vem divulgarei um enredo nacional que vai agradar todo mundo – garantiu.

A reportagem do CARNAVALESCO apurou que nesta quarta-feira acontece uma plenária na Liga onde serão discutidas as regras para o sorteio do Grupo Especial que deve acontecer no fim do mês de junho. Uma das possibilidades seria o Tuiuti ficar fora da divisão das cotas de TV, desfilando no domingo antes do Império Serrano e a Unidos da Tijuca abrir a segunda-feira. Fernando Horta nega essa tendência.

– Não conheço a procedência dessa informação. Houve um carnaval atípico. A Unidos da Tijuca terminou na 11ª colocação e pelo regulamento deve entrar no sorteio. Defendo que o Império Serrano abra o domingo e o Tuiuti a segunda. Entretanto tudo na Liga é definido mediante plenárias. O que as escolas decidirem está decidido – desconversou.

Fernando Horta declara também que os acidentes que mancharam o carnaval deste ano devem servir para realizar alterações no regulamento. Segundo ele, o desfile tijucano deveria ter sido paralisado para um melhor atendimento das vítimas do desabamento da alegoria.

– Quem mais tirou ensinamentos foi a Liga. Algumas coisas precisam mudar no regulamento. Acidentes precisam constar no documento e naquela altura o desfile deveria ter parado para priorizar o atendimento às vítimas. A gente acha que sabe tudo e não sabe – dispara.