Fernando Horta explica imbróglio com a atriz Neuza Borges

Devido ao acidente ocorrido durante o carnaval de 2003, quando a atriz Neuza Borges caiu de um carro alegórico, a Unidos da Tijuca terá que pagar uma indenização de 700 mil reais. O problema aconteceu com o terceiro carro – A Deportação Malê – que teve problemas logo no início do desfile. A atriz despencou de uma altura de 4 metros, quebrando a bacia e tendo fraturas em outras partes do corpo. Em entrevista ao jornal O Dia, na edição de quarta-feira, o presidente da escola, Fernando Horta, mostrou-se preocupado quanto ao comprometimento do orçamento do próximo desfile da agremiação do Borel.

O dirigente também conversou com o CARNAVALESCO e lembrou o apoio dado pela Unidos da Tijuca à Neuza Borges.

– Eu a vi uma vez no barracão, até porque a escola não tem muito esse negócio com atriz ou atores. Ela foi convidada pelo carnavalesco Milton Cunha na época. A escola forneceu toda a roupa para ela, menos o sapato. Quando o motorista entrou com o carro, ele deu um  tranco e foi na direção do alambrado, sendo que, de mais de 50 pessoas, apenas ela caiu. Ela teve toda a assistência naquele momento e depois também. Saiu da Sapucaí para o Souza Aguiar e depois foi transferida para o Copa D´or. Estava com aluguel atrasado, entre outras contas, e a escola pagou. Só não pagamos a internação devido ao plano de saúde que a Globo cobriu. Para nossa surpresa depois ela entrou na justiça.

Horta também falou sobre como está sendo feita o pagamento.

– Temos que obedecer o mandato judicial. Pedimos para pagar com  5 % de toda a receita que entrasse na escola para ficar mais suave, o juíz não concordou, então já havia tido um bloqueio bancário na nossa conta e, por fim, entraram com um pedido de retenção de receita na Liga. Mesmo assim eu apelei para ver se poderia colocar em uma situação melhor para escola, até porque prejudica todo o planejamento que temos para o próximo ano, porém não consegui. Agora vamos ficar aguardando o dinheiro derivado dos ingressos. Ainda bem que  não estamos devendo nada. Temos nossos pés no chão – afirmou

O presidente da escola fez questão de afirmar que isso não mudou as medidas de segurança com as alegorias da Unidos da Tijuca e falou também sobre o seguro que os componentes têm direito.

– Só desfila maiores de idades e a responsabilidade da escola seria se o carro tivesse quebrado, o que não ocorreu. Aquilo foi um tranco, como acontece no trem ou no ônibus. Todos que estão no carro, principalmente no queijo, tem o cinto de segurança.  A escola se previne em dar segurança aos componentes, tanto é que nossos carros são feitos com engenharia e cálculos. A Liga também dá direito a um seguro aos componentes e até para as pessoas que estão assistindo – falou

Com a indenização a ser paga, a Unidos da Tijuca busca patrocinadores para o seu carnaval.

– Estamos tentando sensibilizar os empresários do estado de Pernambuco, até porque não é só Luiz Gonzaga e sim um todo, como o turismo, o artesanato e a culinária do estado. Estamos tentando parcerias, mas não existe nenhuma promessa financeira do governo. Estamos fazendo shows por lá e as eliminatórias para uma integração maior. Se Deus quiser vamos conseguir – finalizou Fernando Horta.