Final da Imperatriz: parceria de Moisés Santiago aposta na volta do Axé Nkenda

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imperatriz_selo_final_moises_Adriano Ganso luta pelo tricampeonato na Imperatriz Leopoldinense, na grande final de samba-enredo, nesta segunda-feira, na quadra da escola. Um dos responsáveis pelo samba que contou a história de Zezé Di Camargo e Luciano na Avenida, este ano, assim como, a obra que embalou o enredo “Axé Nkenda! Um Ritual de Liberdade”, em 2015, está confiante na vitória.

– A expectativa é grande, fizemos um samba muito bem planejado, nada que está ali na letra foi colocado por acaso. Mas vamos aguardar a final, precisa vencer aquele que for melhor para a escola. Às vezes o samba pode ser lindo, mas não adianta se não for eficiente para a escola – aponta o compositor que assina a obra ao lado de Moisés Santiago, Jorge do Finge e Aldir Senna.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o compositor afirmou que o refrão do meio, “Sou filho esquecido do mundo/ Minha cor é vermelha de dor/ O meu canto é bravo e forte/ Mas é hino de paz e amor/ Sou guerreiro imortal derradeiro/ Deste chão o senhor verdadeiro/ Sempre eu sou a primeira/ Da pura alma brasileira”, é a parte que mais lhe emociona na letra do samba porque consegue retratar o sofrimento do índio, apresentado no enredo.

– O samba como um todo, é bastante emotivo, mas a parte mais marcante para mim, é o refrão do meio, quando diz “Sou filho esquecido do mundo…”. Esse trecho resume bem o que era a vida do índio – aponta o artista que comentou ainda sobre o enredo apresentado pelo carnavalesco Cahê Rodrigues.

– Quando recebemos a sinopse, o que me chamou a atenção foi o recorte que o Cahê pediu. Muitas escolas já falaram sobre índios, existe muito samba sobre eles, mas o carnavalesco não quer retratar aquele índio cheio de pena que já vimos várias vezes na Avenida, ele quer falar da lama do índio, do seu sofrimento, isso foi o que mais me marcou – conclui.

O samba demorou quase dois meses para ser confeccionado porque os altores queriam buscar o jeito certo de falar sobre o índio da forme que foi encomendada por Cahê, foi o que contou Adriano Ganso.

– Esse foi um dos sambas mais difíceis de fazer, levamos quase dois meses. Foi o mais difícil por conta da pegada diferente de falar do índio, foi muito mais complexo do que falar sobre Mandela e sobre o sertanejo, o homem do campo. Antes de compormos, lemos muito e assistimos à alguns documentários. Para se ter noção de como foi, teve uma semana que o Moisés (Santiago), um dos parceiros, chegou aqui em casa na quinta-feira, com a família e só foi embora na segunda-feira – contou o compositor que pretende convidar novamente David Assayag (grande nome do Festival de Parintins) para uma participação especial na grande final.

– O David já cantou com a gente no início da disputa e queremos levá-lo novamente para a final. Sempre trazemos um convidado especial, assim como fizemos com a Lucy Alves no ano passado, sempre com o objetivo de engrandecer a final.

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