Final do Império da Tijuca: confira a entrevista com a parceria de Gilmar L Silva

Apaixonado por carnaval e pelo Império da Tijuca, Gilmar L Silva não deixa de participar de disputa de samba enredo, mesmo em ano de crise. O autor que ajudou a criar o samba 7 e, que estará na grande final neste domingo, revelou que a parceria precisou enxugar o orçamento para entrar no concurso este ano, mas não reclama; “Estamos lá por amor ao Império da Tijuca e ao samba”, garante o artista. No ano passado, ele e os companheiros gastaram quase R$ 60 ao longo do concurso.

Em conversa com o site CARNAVALESCO, Gilmar contou porque acha que sua obra merece ganhar a disputa.

– O samba 7 de Gilmar e parceria vem fazendo um trabalho forte, desde o início da disputa. A gente se dedicou muito além de palco, cantores, músicos, nos dedicamos muito em levar público, além disso sem falar na qualidade do samba. Modéstia à parte, ele evoluiu, em todas as apresentações que fizemos tivemos receptividade muito grande. Isso foi constatado na quadra. Por isso acho que a gente é merecedor desse título, com respeito a todas as outras parcerias. Desde o início estamos “bem na fita” como se diz por aí, mas claro a decisão é do presidente é lógico – disse o autor da obra ao lado de Ferreti, Ambrosio, Serginho P. Roco e Michel do Alto, com participação especial de Washington Motta e Mauro Gaguinho.

Apesar de gostar da obra inteira, o poeta diz que o segundo trecho do samba é o mais emocionante.

– A minha parte predileta é complicado de dizer, acho que o samba total foi muito bem feito de letra e música, mas se tiver que escolher, me emociono bastante na segunda parte do samba, quando a gente diz que “Na palha que cobre o seu corpo/ Encontro a resposta de um mundo em renovação/ Do fruto que cai no chão/ Semente a germinar, fartura na plantação/ Essência do orixá/ É dele o poder de curar/ Vem de ossain o seu xarará/ Entregou seu coração a yewá, seu verdadeiro amor yabá/ É tempo de purificação na Formiga/ Brilha a coroa da nossa nação na Avenida”. Acho que esse trecho resume bem o orixá omolú, o que morre , o que renasce da vida, o que cura, o grande sol, a fartura. Sou muito, muito apaixonado por todo o samba especialmente essa parte – aponta.

Em 2016, a parceria de Gilmar chegou a investir quase R$ 60 mil para participar do concurso, este ano, eles reduziram os gastos. conforme revelou o compositor.

– Esse ano a gente teve que enxugar o orçamento. Ano passado fizemos um investimento de R$ 57 mil. O prêmio é simbólico, a gente faz por amor, a gente quer apresentar bem o samba, quer ter um palco que seja compatível à obra, o retorno do prêmio é bem inferior o prêmio que foi pago ano passado não chegou a R$ 15 mil. Esse ano devemos fechar em R$ 45, já com a final. O sambista de verdade quer ver o samba bem cantado, bem interpretado a torcida sendo bem recebida, com sua cervejinha, então não tem jeito, a gente tem que gastar, mas a gente faz isso por amor ao Império da Tijuca e principalmente amor ao samba – garante.

Para a finalíssima, a parceria de Gilmar pretende levar muita animação. Ele acredita que a disputa será acirrada e deseja sorte aos demais finalistas.

– Desejo felicidades a todos os participantes, a todos os concorrentes e que tenhamos uma grande final de muita paz e muita harmonia e que vença o melhor!