Giovanna elege dois carnavais que não saem de sua memória

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A missão de uma porta-bandeira é uma das mais valiosas dentro do desfile. Ela é a responsável por defender o maior tesouro de uma escola de samba, seu pavilhão e ainda divide a responsabilidade, junto com o mestre-sala, de garantir os cinco dez para sua agremiação. No capítulo de hoje da série "Meu carnaval inesquecível", o Carnavalesco traz a atual porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Giovanna, que logo avisa, na sua memória não há apenas um, mas dois carnavais que não saem da sua cabeça.
 
Quando ecoaram os primeiros versos do samba no ano de 2002 a Estação Primeira de Mangueira venceu o carnaval de forma arrebatadora.  A escola entrou na avenida e mostrou a todos que brigaria pelo campeonato e que estava fazendo uma das maiores apresentações da Marques de Sapucaí. Além do título de campeã, aquela apresentação consolidou a carreira de Marquinhos e Geovanna, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Verde e Rosa na época. Porém, outro desfile que marcou época na Avenida, completa o seu carnaval inesquecível. A passagem da Unidos da Tijuca este ano.

– Sinceramente não tem como eu definir qual foi o desfile inesquecível da minha carreira. É muito difícil, eu escolher entre esses dois. Tanto em 2002 por todos os problemas que a gente teve na fase pré-carnaval, quanto neste ano pela maneira que aconteceu. Em 2002, foi a consolidação da minha carreira e, em 2010, eu considero nosso amadurecimento completo como primeiro casal – contou a porta-bandeira.
 
Giovanna foi criada na escolinha de mestre-sala e porta-bandeira de Dalmo José, curador da ala de mestre-sala e porta-bandeira da Mangueira e que formou grandes personalidades do carnaval como Bira que estava na Imperatriz até esse ano, Marquinhos, parceiro de Giovanna, e Patrícia que atualmente está na União da Ilha e teve ainda uma passagem pela Viradouro.

– Crescemos no morro da Mangueira, fomos criados lá e quando decidimos sair foi porque consideramos a hora certa.
 
 A defensora do pavilhão tijucano disse que, ao mesmo tempo, que a Mangueira faz parte da sua história, a Unidos da Tijuca não poderia ser colocada de lado. De fato, o desfile do "Pavão do Borel", neste ano, foi o maior acontecimento recente do carnaval. A comissão de frente sacudiu a avenida e embalou a escola rumo ao campeonato. Mas em uma disputa acirrada como a que acontece hoje, o casal que estreava na escola, mais uma vez, conquistou as cinco notas dez, sendo um dos destaques da escola na histórica apresentação.
 
– Saímos da família mangueirense e fomos recebidos de braços abertos por toda a família tijucana. Tudo aconteceu de maneira muito tranquila e os preparativos para o carnaval foram perfeitos. A gente tem muito carinho e respeito pelas duas escolas e as duas fazem parte de minha vida. Meu primeiro desfile como primeira porta-bandeira foi no Paraíso de Tuiuti, olha como o azul e amarelo já estavam na minha vida – brinca ela.
 
Fazendo par com Marquinhos há mais de quinze anos, a porta-bandeira lembrou o momento mais difícil de todos.  – A Mangueira se deu bem falando do Nordeste, mas naquele ano estávamos com muita dificuldade. Na fase de pré-carnaval passamos por muitas coisas difíceis, mas o maior problema foi justamente ter perdido o Marquinhos. Ele teve um problema de saúde e ficou internado no hospital por vinte dias. Foi muito duro participar do ensaio com toda a escola e, pela primeira vez em tantos anos, não ter meu mestre-sala comigo.
 
Além de relembrar seus carnavais inesquecíveis, Geovanna afirmou que está começando a pensar em uma aposentadoria.

– O carnaval é um produto muito forte. Temos compromissos o ano todo. Sempre que chega essa época fico muito sobrecarregada. Preciso dar atenção ao meu marido, ao meu filho, a minha família. Ainda não defini o ano, mas começo a pensar seriamente na hora de parar – confirmou.

Lembre o desfile da Unidos da Tijuca de 2010:

Lembre o desfile da Mangueira de 2002:

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