Grande variedade de temáticas marca o carnaval desta sexta-feira na Série A 2018

Por Diogo Cesar Sampaio

Não é de hoje que o carnaval da Série A é um verdadeiro deleite para o sambista de fato. Sem o mesmo glamour e ostentação do Grupo Especial, as escolas compensam na pista com seu chão forte e um samba no pé de riscar a Sapucaí. Repleta de bons sambas e com uma safra de enredos vasta e para todos os públicos e gostos, a Série A pretende mostrar que o show não pode parar, nem mesmo com crises e cortes de verbas. De enredos patrocinados a enredos afros, passando pela floresta amazônica, e relembrando grandes gênios da história da humanidade, o grupo vai apresentar um grande espetáculo em 2018. Conheça os enredos.

bangu_alegorias_concentracao2018-40-copyUnidos de Bangu (1ª escola a desfilar na sexta-feira de carnaval)

Depois do rebaixmento em 2015, a Unidos de Bangu está de volta a Série A. Abrindo a primeira noite de desfiles, a vermelha e branca do bairro de Bangu mais vez tenta conseguir a permanência no grupo. Com um carnaval assinado pelo renomado Cid Carvalho, a agremiação trará para avenida a realeza negra africana, escravizada pelo europeu, e obrigada a trabalhar em lavouras brasileiras. Com “A travessia da Calunga grande. E a nobreza negra do Brasil” a Unidos de Bangu mostra a descendência nobre presente nos negros, oriundos das mais diversas realezas do continente africano.

Império da Tijuca (2ª escola a desfilar na sexta-feira de carnaval)

Pretendo alcançar o título, o Império da Tijuca retorna ao seu estilo mais consagrado: enredos de origem negra e afro. Mergulhando fundo na mitologia yorubá, a escola vai levar para o Sambódromo uma das principais celebrações do Candomblé: o Olubajé. A festa ao orixá Omolu e a sua trajetória são o foco central do enredo “Olubajé, um banquete para o rei”. O desfile começa com Nanã parindo Omolu e logo em seguida dando para Iemanjá cuidar, passando pela formação da família Sapaktá e terminando com o Olubajé. Os carnavalescos responsáveis são Jorge Caribé e Sandro Gomes, o segundo fazendo seu regresso a agremiação.

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sossego_alegorias_concentracao2018-13-copyAcadêmicos do Sossego (3ª escola a desfilar na sexta-feira de carnaval)

A Acadêmicos do Sossego surpreendeu a muitos com seu desfile em tributo a Zezé Motta, e conquistou a permanência por mais um carnaval na Série A. Agora, a azul e branco do Largo da Batalha quer mais e foi no carnaval capixaba obter reforço. Em sua segunda passagem pelo carnaval carioca, Petterson Alves levará para Sapucaí “Ritualis”. O enredo tem a pretensão de fazer uma viagem pelos mais diversos rituais religiosos e culturais, dos mais distintos povos e locais. Uma viagem mística, espiritual e de fé as cerimônias, as tradições e costumes dos povos.

Unidos do Porto da Pedra (4ª escola a desfilar na sexta-feira de carnaval)

O Porto da Pedra, após os bons resultados obtidos com enredos de caráter mais simples, lúdico e popular, continua nessa mesma linha com “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as divas da canção”. Com o carnaval feito pelo experiente Jaime Cezário, a vermelho e branco de São Gonçalo promete trazer os tempos de ouro do rádio nacional e suas grandes cantoras de volta em sua passagem pela Marquês. Entre as grandes vozes relembradas pelo Porto da Pedra em 2018 estão algumas figuras que passaram no ano anterior, no enredo das Marchinhas, como Emilinha Borba e Dalva de Oliveira. Serão ao todo 10 cantoras homenageadas.

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renascer_algorias_concentracao2018-27-copyRenascer de Jacarepaguá (5ª escola a desfilar na sexta-feira de carnaval)

A Renascer superou dois incêndios em seu barracão, e agora pretende surpreender a Sapucaí. Trazendo o enredo “De flechas e de Lobos”, a escola de Jacarepaguá vai abordar uma nova visão sobre a obra do maestro Heitor Villa-Lobos. Debruçada exclusivamente na sinfonia “A Floresta do Amazonas”, o enredo traz todo o encanto e sons da Amazônia. O desfile é novamente desenvolvido pela dupla Alexandre Rangel e Raphael Torres.

Estácio de Sá (6ª escola a desfilar na sexta-feira de carnaval)

Após quase desenvolver um enredo patrocinado sobre Singapura, a Estácio de Sá mudou os rumos do seu carnaval 2018 e foi para um tema bem brasileiro e com a cara do cidadão carioca: “No pregão da folia sou comerciante da alegria e com a Estácio boto banca na Avenida”. Assinado por Tarcísio Zanon, em seu primeiro carnaval solo pela escola do Morro de São Carlos, o desfile começa nos primeiros negócios de escambo entre portugueses e indígenas e vai até o comércio popular dos dias modernos.

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A Série A desfila na sexta-feira e sábado de carnaval, com início às 22h30 e 22h respectivamente. São treze escolas na disputa pelo caneco, e a tão sonhada vaga na elite do carnaval carioca. A última colocada entre elas será rebaixada para a Série B e desfilará em 2018 pela Intendente Magalhães.