Histórico! Após 24 anos, Selminha e Claudinho voltam a dançar com a bandeira da Estácio e ao som do samba de 92

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Fotos Allan Duffes e Magaiver Fernandes

Selminha e Claudinho estão na história do carnaval e ninguém discute. Bicampeões do Estrela do Carnaval, a dupla da Beija-Flor de Nilópolis viveu um momento que, sem dúvida, entra para a história da folia. Na noite de sexta-feira e madrugada de sábado, na quadra da Estácio de Sá, durante a II Festa de Lançamento dos Sambas da Série A para 2017, realizada pelo site CARNAVALESCO, o casal foi homenageado pelo Dia Nacional e os 100 anos do Samba. Eles ganharam o prêmio Ismael Silva. Foram ovacionados pelos casais de outras escolas presentes na quadra. Emocionados, eles agradeceram o carinho e o reconhecimento. O ápice aconteceu com Selminha recebeu a bandeira da Estácio das mãos da porta-bandeira Alcione, e ao som do samba de 1992, cantando por Thiago Brito, bailou pelo Berço do Samba, ao lado de Claudinho, relembrando 24 anos atrás, quando o casal foi campeão do Grupo Especial com a Estácio.

109– Nos destacamos aqui nessa escola, e com muito pé no chão e determinação, aprendi muito com todos os segmentos que aqui estavam. Hoje passa um filme na cabeça, lembro da minha mãe. Agradeço a Estácio de Sá pela oportunidade que me foi dada a época, que me acolheu, e eu queria, hoje, agradecer, dedicando esse prêmio a minha porta-bandeira, porque ninguém é forte sozinho, mas juntos. Ao longo de 25 anos, eu dedico a ela esse prêmio, por todo o trabalho, momentos que passamos juntos, choramos, sorrimos, e temos uma imensa responsabilidade. Ensaiamos, sofremos com cada nota, mas passamos por tudo isso juntos. E dedico também a todos os casais de todas as séries – A, B, Especial – disse Claudinho.


Selminha aproveitou para falar que foi na Estácio que começou a realizar seus sonhos. Muito querida por todos, a porta-bandeira foi tietada durante o tempo inteiro que esteve na quadra, e parou para tirar fotos com os presentes, e ainda dançar com baianas e demais integrantes da Estácio.

111– Eu digo que a gente só tem força quando a gente passa a se concentrar em duas coisas: fé e amor. Com isso a gente tem tudo. E no samba não é diferente, porque com fé e amor a gente luta, a gente cresce, e no passado o samba era discriminado. Hoje nós temos credibilidade, somos respeitados, somos amados, reverenciados, somos artistas, vistos pelo mundo. Por isso agradeço a todos que oraram para eu estar de volta, com meu sorriso. E eu estou aqui porque eu sou sambista, sou herança de um passado triste, mas de resistência. Eu quero agradecer ao site CARNAVALESCO, a Estácio, onde comecei realmente os meus sonhos, porque aqui me foi dada a oportunidade de ser vista e reconhecida.

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