Império da Tijuca já tem samba-enredo para o Carnaval 2012

Deixou de ser fantasia para virar realidade. Batendo no peito e entoando “Meu orgulho é ser tijucano”, a escola do Morro da Formiga elegeu o seu hino para 2012 com alto-astral. A Império da Tijuca, que vai falar sobre utopias em 2012, escolheu o samba aguerrido da parceria de Fernandão, Henrique Badá, Jacy Inspiração e Cabral Gadioli para embalar a busca pelo seu eldorado: o Grupo Especial.

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Vencedor pelo segundo ano seguido na agremiação, Henrique Badá, disse ao CARNAVALESCO a emoção de ganhar na escola:

 – Já ganhei na Unidos da Tijuca, e esse ano perdi na final, pelo menos venci na minha escola, no meu caldeirão. O ponto alto desse samba é o refrão principal, sem sombras de dúvidas. Não sei quanto nós gastamos durante essas eliminatórias, mais nada supera a felicidade de ser bicampeão aqui nessa escola tão querida e do meu coração.

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O presidente da agremiação Antônio Marcos Teles, ou simplesmente “Tê”, falou ao CARNAVALESCO como foi a escolha do samba: “Aqui a gente escolhe o que é melhor para a escola. Vocês mesmos são testemunhas que a quadra aderiu esse samba, e se Deus quiser será o hino do título de 2012. Esse samba foi o melhor para a escola e tenho certeza que ele irá sacudir a Avenida. Viemos brigando esse ano, porém ano que vem vamos brigar em dobro. Podem anotar isso, quem ver o desfile da escola como a quinta de sábado vai pensar estar vendo uma escola do especial passando”

Quem também conversou com o CARNAVALESCO foi o diretor de carnaval da escola Sérgio Costa, falou sobre a disputa e sobre o samba campeão: "É à base de tudo. Foi uma tarefa muito árdua. As obras eram bonitas e quando você tem que cortar alguém é muito ruim. Mais temos que escolher não o melhor da quadra e sim o que será melhor na Avenida. De todos que foram apresentados, esse realmente é o melhor. O samba é alegre"

 A noite de festa

Pelo terceiro ano consecutivo, a Unidos da Tijuca empresta a sua quadra para co-irmã Império da Tijuca para realizar sua grande final de samba-enredo. O público começava a se acomodar no espaço quando começou o pagode. Depois, a trilha-sonora mudou, dando lugar ao samba, que tomou conta da noite até o amanhecer.

Integrantes do carro de som da agremiação começaram a agitar os presentes com sambas antigos, enquanto os segmentos da escola faziam suas apresentações para o público presente à quadra. Aproveitando esse intervalo, foi realizado o sorteio da ordem de apresentação das parcerias, começando com o samba 2, de Demá Chagas e parceria, seguido do samba 1, de Carlos Hiram e parceria, com o samba 5, de Henrique Badá na sequência, encerrando com o samba 7, de Orlando Português,conforme numeração da escola. Cada obra se apresentou durante 30 minutos, sendo uma vez sem bateria e o restante alternando entre bateria e apenas a quadra cantando. O mestre de bateria Capoeira disse que não faria nenhuma bossa para a apresentação dos sambas e a bateria, tocando acima de 150 bpm (batidas por minuto).

A parceria de Demá Chagas, a primeira a se apresentar, mostrou um samba pouco efusivo na quadra, que não animou os principais segmentos da escola. A chegada de representantes da Lesga (Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso) também foi outro ponto contra, que desconcentrou o presidente do samba na execução da obra. Quando chegou à metade de sua apresentação, apenas a torcida cantou durante duas passadas, porém o retorno não foi gratificante. Mesmo assim, o samba se manteve para cima durante toda a sua exibição no palco.

Em seguida, a parceria de Carlos Hiram se apresentou. Logo em seu início, sua torcida já mostrou sincronismo, entretanto quando solicitada, mas não demonstrou o mesmo entusiasmo do início e ficou preocupada em estourar as bolas que caiam. Um samba bem para frente e com um refrão bem grande, diferenciando do demais concorrentes da noite. Também no início perceberam-se muitos integrantes da bateria e outros da harmonia cantando o samba.

A apresentação de Henrique Badá, que também foi campeão em 2011, começou espetacular. O carnavalesco da agremiação, Severo Luzardo, logo se instalou em um camarote inferior, ao lado da velha-guarda , para, em seguida, se esbaldar durante toda a apresentação. Um samba forte e valente, bem para cima, com refrão forte e uma melodia suave. A torcida correspondeu quando chamada. Logo se candidatou a samba campeão da noite.

Fechando a disputa, foi a vez da parceria de Orlando Português. Com um samba fácil e uma melodia leve, os que ainda estavam na quadra cantaram e sambaram, mostrando de uma vez que a disputa ficaria entre os sambas 5 e 7 . O carnavalesco Luzardo continuou no camarote acompanhando o samba e cantando junto. Com uma torcida que não calada quando solicitada, o samba não caiu em nenhum momento. Neste instante, restava apenas aguardar o resultado do presidente, que se concretizaria 15 minutos mais tarde, às 5h.

Após a execução de dois sambas da anfitriã Unidos da Tijuca, Tê subiu ao palco e pediu aos compositores para se aproximarem do palco e permanecerem unidos. O presidente explicou que, como sempre acontece, o melhor samba vence e ele não poderia dar a vitória a todos. Em seguida, passou o microfone ao intérprete, que ficou incumbido de anunciar o samba campeão. Após despistar cantando sambas da escola, ele emendou com os versos do refrão de Henrique Badá e parceria.

Semana agitada no Acesso

Depois da gravação do CD do Grupo Especial, chegou a vez do Grupo de Acesso. A partir dessa semana, dos dias 23 a 30 de outubro, as escolas do Grupo de Acesso A começam as gravações do coro da comunidade e da bateria. O Império da Tijuca vai gravar sua faixa nos dias 30 de outubro, com a bateria na quadra do Salgueiro e, dá continuidade no dia 3 de novembro, com a gravação do coro na quadra do Estácio.

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