Império novamente tem problemas no começo e desfile é prejudicado

 

 

 

Tal qual aconteceu no Carnaval 2013, o Império Serrano novamente teve seu desfile muito prejudicado por problemas no início. Se no ano passado o problema foi na comissão de frente, desta vez o carro abre-alas empacou no setor 1, com uma ameaça de incêndio e abriu-se um enorme buraco entre a ala das baianas e a alegoria. O fato esfriou os componentes que estavam próximos do ocorrido e influenciou decisivamente na harmonia na escola.

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A proposta do enredo lançada por Eduardo Gonçalves de fazer um cortejo para celebrar os baluartes imperianos não foi passada com clareza na Avenida, apesar de ser uma tentativa interessante de fugir da frieza de simplesmente contar a história de Angra dos Reis. O problema de usar esse recurso é que, na Avenida, muito pouco foi visto sobre a cidade da Costa Verde.

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Comissão de Frente e Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A comissão de frente apresentou uma coreografia bem desenvolvida pela dupla Bete Spinelli e Ivan Reis, apesar de terem chegado recentemente à escola. A proposta foi de apresentar os palhaços da folia de reis, que se apresentaram mascarados e com uma capa. Em certo momento da coreografia eles tiravam as máscaras e capas. Entretanto a indumentária apresentada estava pobre. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex Marcelino e Bárbara Falcão, fez apresentações corretas nos módulos de julgamento, mas a dança foi simplória e faltou garra para ambos. Pareciam estar dançando por obrigação.

Harmonia

O samba-enredo imperiano não funcionou na Avenida como se esperava e o tradicional chão imperiano não foi tão forte como costuma ser. O problema com o abre-alas esfriou a cabeça da escola e o canto caiu muito naquele momento. Depois voltou a crescer no trecho intermediário, principalmente no setor em que a escola trouxe o encontro de jongueiros. Foi a parte que mais se aproximou da força do canto imperiano.

Evolução e Conjunto

O problema com o abre-alas prejudicou e muito a evolução do Império Serrano. Em frente ao primeiro módulo de julgamento a distância aproximada de 4 torres de som, no mínimo, pode ser notada entre a ala de baianas e o carro abre-alas. Depois foi uma evolução irregular, com momentos em que a escola ficava parada muito tempo e outras em que acelerou o passo, como no último módulo, quando a escola chegou a correr sem necessidade, pois cumpriu o desfile com tranquilos 53 minutos. O conjunto do desfile acabou também comprometido pelos problemas, apesar do Império ter passado bem colorido e leve, como é o estilo do carnavalesco Eduardo Gonçalves.

Fantasias

As fantasias do Império Serrano tiveram sua leitura prejudicada, apesar da simplicidade empregada na confecção. O uso de materiais simples acabou não surtindo o efeito desejado e poucas foram as alas que tiveram um fácil entendimento. Destaque para o setor do encontro de jongueiros, certamente o melhor momento plástico do desfile imperiano.

Alegorias

As alegorias passaram com problemas consideráveis de acabamento e apresentaram aspectos de difícil leitura. A terceira alegoria, "As cores e formas e tropicais do paraíso", não cumpriu a proposta sugerida pelo roteiro da escola e alguns peixes nas laterais da alegoria estavam mal acabados. O abre-alas, apesar dos problemas para entrar na Avenida, estava muito bonito, com a coroa imperial como destaque. 

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