Império Serrano: Oposição acusa situação de sumiço de documentos, que se defende: ‘Tem que provar’

 

 

A batalha judicial travada pela oposição e pela situação no Império Serrano ganhou mais um capítulo no domingo, data em que era para ter sido eleito o novo presidente da agremiação. O advogado Everton Jordão, representante legal do presidente do Conselho Deliberativo, Cosme Chagas, acusou o presidente Átila Gomes de ter desaparecido com bens da escola no ato da tomada da quadra. – Quando recebemos as chaves da quadra recebemos uma listagem com todo o material presente na escola. Quando subimos para a secretaria não tinha computador e foram levados também arquivos dos cadastros dos sócios – disse Everton ao CARNAVALESCO.

O advogado do Império Serrano, Rogério Gouveia, defendeu o presidente e afirmou que o ônus da prova cabe ao acusador. – Eu quero ver provarem o que estão dizendo. O oficial de justiça fez um inventário no momento que chegou com a liminar da desembargadora. Nesse documento, assinado pelo senhor Cosme Chagas, está discriminado tudo o que tinha ali dentro e eles conferiram item por item. O que tiver sumido depois disso é responsabilidade deles e não nossa – afirmou.

A liminar citada por ambos foi proferida pela desembargadora Mônica Sardas na madrugada de sábado para domingo, horas antes do pleito que estava marcado para às 9h. O site CARNAVALESCO teve acesso ao conteúdo do documento, que dentre outras coisas, explicita que o aumento no quadro de sócios, sem a devida prestação de contas da administração Átila Gomes, motivou o pedido para a anulação da votação. "Há suspeita de fraude relativa à inscrição de novos associados, já que o número cresceu de 1.500 para 4.500 sócios desde a última eleição. (…) Não tendo sido apresentados os balancetes de 2012 e 2013 e tendo sido o de 2011 devolvido para retificação, não há como verificar a regularidade das contas", diz o texto.

Em outro trecho da liminar há a possibilidade de que candidatos inscritos para o pleito não possuíam condição estatutária para isso. "A comissão eleitoral reuniu-se secretamente e deliberou pela inscrição de candidatos que se encontram impedidos de concorrer. Um deles por ter registro policial e o outro por violação do dever de ter suas contas aprovadas. Ambos impedimentos se encontram registrados no Estatuto do GRES Império Serrano".

Rogério Gouveia afirmou que vai recorrer da decisão da desembargadora Mônica Sardas. – O Átila segue sendo o presidente, ele só não tem as chaves da quadra. Assim que derrubarmos esta liminar a eleição vai ocorrer imediatamente a seguir – disse.

Muitas brigas e batalhas jurídicas vêm atingindo o Império Serrano desde o início deste processo eleitoral. As chapas de Egas Muniz, o Baloeiro, e Vera Lúcia, se uniram para concorrer ao pleito e Baloeiro abdicou de concorrer. O enfrentamento entre Cosme Chagas e Átila Gomes teve seu ápice quando o presidente da escola impediu membros do Conselho Deliberativo de realizarem uma reunião na quadra. O contra-ataque de Cosme foi a entrada com o pedido de liminar para suspensão do pleito, que ainda não tem data para acontecer. 

O Império Serrano, detentor de nove títulos no carnaval, foi o 6º colocado em 2014 e não desfila no Grupo Especial desde 2009. A última conquista da agremiação na elite foi em 1982.

Comente: