Inocentes faz desfile grandioso

 

Tida como a grande favorita dos bastidores para vencer o Grupo de Acesso no Carnaval 2012, a Inocentes de Belford Roxo mostrou força ao pisar na Avenida como quarta escola da noite. Falando sobre a cidade sul-matogrossense de Corumbá, a Tricolor de Belford Roxo confirmou a grandiosidade e qualidade prometida nas alegorias, que, assim como a comissão de frente, se destacaram no desfile. Com o rendimento na pista, a Inocentes, até o momento, fez o melhor desfile da noite de uma maneira geral, mas não fez um desfile incontestável.

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Ainda no esquenta, o presidente da escola, Reginaldo Gomes, que também dirige a Lesga, entidade que rege os Grupos de Acesso A e B, pediu aos componentes que cantassem o samba com garra e calassem a boca daqueles que criticam a escola. O pedido foi acatado em parte pela Inocentes, que acabou demonstrando um desempenho apenas regular no canto. Reginaldo agradeceu ainda aos políticos de Corumbá e Belford Roxo, que ajudaram a escola a investir pesado no desfile.

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Análises Cabines 1 e 4

A comissão de frente da escola, comandada pelo coreógrafo Patrick Carvalho, mostrou um desempenho digno de muitos elogios. Com coreografia enérgica e muit sincronizada, o grupo arrancou muitos aplausos, principalmente do público nos setores 10 e 11. A coreografia tinha um dos integrantes como personagem central e tinha o seu ápice na formação de um tatu, como elemento cenográfico. A única cabine onde houve erro foi a terceira, quando, o personagem central escorregou de cima de um mini-elemento cenográfico.

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O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcílio e Cintia, deixou um pouco a desejar. Os dois, nas cabines 1 e 4, mostraram poucos movimentos da dança característica da função e resumiram a maior parte da coreografia a gestos alusivos à letra do samba. Ela mostrou um pouco de dificuldade para manter a bandeira esticada no quarto módulo.

As alegorias da Inocentes de Belford Roxo elevaram um pouco o nível de desfiles da noite. O abre-alas e a terceira alegoria impressionaram pela beleza plástica e cuidado no acabamento, principalmente nas esculturas. Os outros três carros apresentados pela escola de Belford Roxo estiveram um nível abaixo, mas o trabalho de qualidade foi mantido.

As fantasias da escola não acompanharam o nível das alegorias, mas a Inocentes veio bem vestida. As roupas tinham leitura clara e bom gosto na escolha da cartela de cores usada pelo carnavalesco Wagner Gonçalves. Destaque para a fantasia da bateria, bem original.

O canto da escola não foi o esperado para uma favorita ao título. Não que a Inocentes não tenha cantado, mas a avaliação do mesmo é regular nas duas cabines. Em todas as alas e alegorias era possível ver componentes cantando bastante o samba, enquanto outros não participavam da mesma maneira.

A evolução da Inocentes não foi perfeita, mas não apresentou grandes erros. Houve variação, principalmente depois que o primeiro casal e a comissão de frente deixaram a Avenida, mas buracos não foram formados. Apenas um pequeno espaço foi formado atrás da ala de passistas na entrada da bateria no segundo recuo, muito pouco para que a escola seja muito penalizada pelo julgador presente no local.

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A bateria da Inocentes, de uma forma geral, teve um bom rendimento. Não apresentou grandes falhas, apenas alguns desencontros entre caixas de guerra que tocavam batidas diferentes. A afinação teve a diferença entre os surdos de primeira e segunda um pouco minimizada nos dois últimos módulos, fato que um jurado mais atento pode penalizar. As bossas, apesar de não trazerem grande novidades rítmicas, foram bem executadas e mostraram adequação à melodia do samba.

O enredo da Inocentes foi bem desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Gonçalves. Os fatores mais importantes do tema estiveram presentes e a realização cumpriu bem a proposta inicial.

Cabine 2

Comissão de Frende fez ótima apresentação. Eles representavam guerreiros e continham elementos cenográficos que quando se fechavam se transformavam em um tatu.

Mestre Sala e Porta-Bandeira dançaram vem e com o pavilhão no alto. Fantasias bem trabalhadas, assim como as alegorias.

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A primeira alegoria passou no setor dois com falhas no acabamento. As outras apresentaram luxo, contando bem o enredo.

As fantasias traziam grande diversidade de cores e luxuosidade.

No quesito harmonia, a escola passou cantando bem, exceto as duas alas após o segundo carro. O restante apresentou bom rendimento.

A Bateria não parou em frente da segunda cabine para apresentar qualquer coreografia. A evolução foi tranquila e o samba-enredo empolgou o público em frente a cabine 2.

Cabine 3

Com 18 minutos de desfile a Comissão de Frente chegou na terceira cabine. Eles tinham um tripé com movimentos. Eram homens vestidos de índios e simulavam uma luta com esse tripé, que representava uma tartaruga. Eles gritavam o samba, com movimentos rápidos e precisos. Início impactante da escola. Jurado aplaudiu de pé.

O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira fez uma apresentação simples e correta. Fantasia bonita e luxuosa. Na despedida da apresentação aos jurados, a bandeira enrolou no mastro.

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O carro abre-alas acoplado trouxe luzes em neon. Jurado de alegoria permaneceu de pé o tempo todo. Atrás do abre-alas vinha a ala das baianas. As fantasias apresentavam problemas de acabamento na barra da saia.

Ala atrás das baianas era coreografadas e possuía três tipos de fantasias coloridas. O entendimento das fantasias foi bem ilustrativo.

O segundo carro da escola estava bem iluminado e de muito bom gosto.

A Bateria não executou nenhuma bossa em frente da terceira cabine de jurados. O mestre apresentou a bateria apenas com o ritmo, sem bossa. A frente do terceiro carro houve um buraco. Jogo de cores muito bem trabalhado pelo carnavalesco.

Terceiro setor da escola possuía os componentes animados evoluindo bastante e cantando o belo samba com empolgação. Atrás do quarto carro havia componentes com roupas visíveis debaixo da fantasia.Ala a frente do quinto carro possuía componentes com óculos, sem óculos ou apenas com a armação dos óculos.

Aos 45 minutos de desfile, a última ala passou pela terceira cabine. Nesta ala estavam os compositores da escola e foram aplaudidos pleo público das frisas.

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