Inocentes ‘invade’ estúdio em gravação de faixa no CD da Lierj

Uma das escolas mais distantes do estúdio de gravação do CD da Lierj, que fica localizado em são Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro, a Inocentes de Belford Roxo não deixou que a distância desanimasse seus componentes e tratou de fazer uma verdadeira invasão para a gravação de sua faixa. Com três ônibus locados para levar bateria e componentes a tricolor da Baixada foi uma das escolas que tinha o maior contingente de pessoas na gravação.

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Última agremiação da Série A a definir seu hino oficial para o Carnaval 2016 a Inocentes teve cinco dias entre a grande final e a gravação de suas bases e coro. O diretor de carnaval Marcelo Varanda revelou uma certa surpresa com o maciço apoio da comunidade. – Foi uma surpresa mesmo esse canto de nossa comunidade, pois tivemos poucos dias para ensaiar. Gravamos na véspera de um feriado, e mesmo assim tivemos uma invasão de nossa comunidade. No dia da final eu já anunciava para motivar, convocamos presidentes de ala, falamos da importância de ter muitas pessoas. Isso prova que a escola abraçou o samba e vai riscar o chão da Sapucaí – declarou Varanda.

Bateria 'bate recorde' e grava de primeira

Em uma gravação envolvendo diversos ritmistas e a exigência da qualidade do trabalho é natural que a base da bateria necessite ser feita e refeita diversas vezes no afã de manter a qualidade do CD. Entretanto, a bateria da Inocentes de Belford Roxo deu um show de ritmo e fez a sua gravação sem a necessidade de repetição. O produtor Ivo Meirelles avisou que era apenas um ensaio, mas na verdade gravou as passadas e parabenizou o trabalho de mestre Washington.

O mestre da Inocentes, que ajudou alguns colegas participando de outras gravações, explicou à equipe do CARNAVALESCO o que o público vai encontrar na faixa da Inocentes. – Conseguimos fazer de primeira, algo raro. Fiz só uma brincadeira para não passar em branco. Achei bastante positiva nossa gravação. Subimos de uma forma diferente, com caixa e terceira. Esse tipo de projeto lembra como era no teatro de lona. É legal dar uma mudada de vez em quando, mostrar a característica de cada escola – avaliou Washington. A faixa foi gravada no andamento de 144 BPM.

O intérprete Nino do Milênio conta à nossa reportagem que não foi necessário fazer grandes ajustes no samba em relação à versão concorrente. – A nossa comunidade está de parabéns. Tivemos um canto forte, uma surpresa grande, tendo em vista o único ensaio que fizemos. Estamos satisfeitos com o desenvolvimento do samba, que foi gravado no tom igual ao da disputa, em Fá maior. Ajustamos apenas algumas notas na segunda do samba para deixar a obra mais valente – finalizou Nino.