Integrantes das escolas de samba do Rio agitam o público argentino na primeira noite de desfiles

Começou a festa San Luis. Esperado ansiosamente pela grande maioria dos moradores da província, o carnaval teve início na noite desta sexta-feira. Três escolas passaram pelo Sambódromo puntano, duas delas formada por brasileiros e outra, formada em sua grande maioria por argentinos. O público lotou as dependências da Passarela Argentina e a noite teve outras atrações além dos desfiles. A nota triste fica por conta do incêndio ainda na concentração da alegoria da terceira agremiação a desfilar, Um dos organizadores do evento, Álvaro Caetano, o Alvinho da Mangueira, prometeu que neste sábado, quando os desfiles se repetirão, a alegoria vai entrar na Avenida.
 

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O desfile de uma escola de samba é uma expressão cultural oriunda do Rio de Janeiro, mas a organização do evento fez questão de incluir na programação diversas manifestações culturais locais. Isso pôde ser percebido ainda na cerimônia de abertura da festa e, posteriormente, antes do show da madrinha do carnaval de San Luis, Daniela Mercury, que encerrou os trabalhos.

Daniela ainda desfilou em um carro aberto e mostrou bastante empatia com o público local. Diversas autoridades locais estiveram presentes, assim como a Corte do carnaval carioca, que pela primeira vez marca presença com todos os seus membros no Carnaval de San Luis.

A primeira escola  a entrar na Avenida foi a formada em sua maioria por componentes argentinos. Um samba foi composto especialmente para o desfile e o enredo falava da descoberta de fósseis do Pyterodalstro, acontecimento recente no cotidiano dos puntanos. O desfile foi desenvolvido pelo carnavalesco Milton Cunha e o intérprete da Portela, Gilsinho, puxou o samba. Curioso foi a interpretação em espanhol, feita por um cantor local, na segunda parte do samba.

Na sequência foi a vez dos puntanos assistirem à primeira escola brasileira, que desfilou com o samba da Unidos do Porto da Pedra de 1996. O desfile também foi desenvolvido por Milton Cunha.

Encerrando a noite, foi a vez dos puntanos ouvirem os encantos de 'Chue Chuá', que deu o título de campeã à Mocidade em 1991. Vale lembrar que tanto o samba da Porto da Pedra de 1996 e o 'Chue Chuá' sofreram pequenas alterações na letra, feitas por Alvinho, para que os puntanos pudessem entender melhor a proposta. Clóvis Pê e Igor Sorriso deram um show em cada desfile, assim como as rainhas Viviane Araújo e Quitéria Chagas, Quem deu ritmo aos desfiles e pôs 'nuestros hermanos' para bailar foram as baterias de Porto da Pedra e Vila Isabel.
 

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