Jefinho Rodrigues e parceiros vencem disputa de samba da Mocidade para o Carnaval 2013

Em uma apresentação inesquecível, a parceria de Jefinho Rodrigues, Jorginho Medeiros, Marquinho Indio, Domingos PS, Moleque Silveira e Gustavo Henrique não deu chance para nenhuma das outras três parcerias finalistas e venceu a disputa de samba da Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2013, quando o Rock in Rio será o enredo, desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada.


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– Levamos aproximadamente dois meses e meio para fazer o samba. Tivemos várias reuniões na casa de todos os integrantes da parceria e o processo de elaboração foi muito democrático, porque, no nosso grupo, não existe vaidade. Batemos vários papos, trocamos ideias e lemos a sinopse com a maior preocupação pra não deixar passar nada dessa história maravilhosa do Rock in Rio – afirmou Gustavo Henrique, ainda citou sua parte predileta no samba. – Gosto muito do refrão do meio, porque ali, sintetizamos a proposta do enredo de misturar samba com rock. Fomos muito felizes ao misturar guitarra com pandeiro. Além de exaltarmos a nossa bateria. Pra mim é motivo de muito orgulho fazer isso, porque eu vim da bateria. Nossa bateria muitas vezes é mal julgada. Além do nosso material humano. Não posso falar porque não conheço o de todas as baterias, mas acho muito difícil que exista um material humano tão grande, vasto e talentoso como o da Mocidade – revelou Gustavo Henrique, que muito emocionado com a vitória acabou desmaiando na quadra.


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Jefinho, que comemorou sua sexta vitória na Mocidade, expressou o sentimento pela conquista. – É o sexto samba que eu venço, mas é como se fosse o primeiro. Quadra nova e a Mocidade mostrando que vai fazer um excelente trabalho nesse carnaval. Não tenho nem palavras. Respeito todos os compositores mas esse samba merecia ser campeão. A medida que acontecia a disputa esse samba foi ganhando força, eu sabia que na final alguns sentimentos iriam vir dançar e cantar. O samba é de fácil leitura.
 

Na hora de anunciar o resultado, o presidente Paulo Vianna aproveitou para elogiar Alexandre Louzada, o carnavalesco da escola. – Já tive vários carnavalescos que tive oportunidade de trabalhar, mas você (Alexandre Louzada) é humilde e genial – afirmou. Segundo Vianna, o resultado foi quase unanimidade. Paulo Vianna respondeu críticas sobre o enredo. – O Rock in Rio é um festival de música. Ele começou com um festival de rock e hoje é super consagrado em vários países como Portugal e Espanha, sem falar aqui no Brasil que é um sucesso. Nós procuramos unir o maior festival de música do mundo com o maior espetáculo do mundo que é o carnaval. Eu acho que isso acima de tudo é cultura. Música e o festival são culturas. Todo o o nosso patrocínio será utilizado na feitura das nossas alegorias e fantasias. Estamos calculando um investimento de R$ 9 milhões que vai ajudar muito a escola a fazer um belo carnaval em 2013 – disse.
 

Como foram as apresentações

Parceria de Ricardo Mendonça: O samba começou com uma introdução de Elza Soares que deixou os compositores no palco emocionados. Vai parecer repetido, mas não é. Wantuir continua dando um show em suas apresentações nas disputas de samba. Mesmo não sendo pedido, a torcida cantava o samba inteiro. Não era um dos favoritos da noite, mas não deixou má imprensão.

Parceria de Chico Mocidade: Em comparação ao primeiro samba, fez uma apresentação inferior. O palco tentava de todas as maneiras pedir para a torcida cantar, que cantava apenas o refrão e o fim da segunda passada.

Parceria de Gustavo Henrique: Fez uma boa apresentação, fazendo jus para sua condição de favorita da noite. A quadra toda cantou o samba, além de segmentos invadirem a torcida e brincarem. Wander Pires deu um show como ocorreu com Wantuir no primeiro samba.

Parceria de Marquinho Marino: Fez uma boa apresentação na noite. No início da apresentação, Igor Viana fez uma homenagem ao pai que faleceu no dia 15 de outubro de 1989 durante a final da Mocidade. Uma bandeira com a foto foi aberta. A torcida ajudou a cantar o samba e o palco com Igor Viana e Gilsinho funcionou muito bem.
 

Ricardo Simpatia, diretor de carnaval, revelou que a Mocidade terá a presença de sua comunidade em todas as alas. – Nós tinhamos 17 alas comercias e reduzimos para 13. E dentro dessas 13 também teremos comunidade. Em termos de canto, esperamos um excelente resultado, isso pode nos ajudar muito. Provamos que a paradinha mais solo de guitarra vai dar muita alegria na Sapucaí.
 

Em conversa com o site CARNAVALESCO, Alexandre Louzada abordou a questão do patrocínio, críticas ao enredo e a conversa com os compositores. – No meu caso, os recursos só irão chegar em janeiro. Com isso, eu vou passar as dificuldades que nem em outras escolas que não tem patrocínio. Não fiz palestra para os compositores. Eu gosto dessa forma, deixo o compositor sentir a sinopse e depois marquei para as parcerias conversarem comigo. Tive algumas interpretações que foram além ou foram por outros caminhos que eu não tinha escolhido. Mas os sambas finalistas compreenderam muito bem. Eu fui muito fiel ao meu projeto. Eu priorizei muito a melodia, já que é um tema polêmico e que já causou estranheza muita gente. Não posso provar nada argumentando com palavras, preciso fazer o meu trabalho. Não existe crítica construtiva, todo crítico é frustrado em alguma coisa. Então eu procuro entender. A Mocidade sofre preconceito de pessoas que não gostam do presidente ou não gostam da escola em si e por isso criticam sem saber o que ela está preparando para o carnaval. Por outro lado é bom porque eu saio um pouco do foco, do olho do furacão e demonstra como no último carnaval que ninguém esperava a escola do jeito que veio.


Bateria

Mestre Bereco revelou que a bateria já está ensaiando, sempre na quarta-feira. – Nossa bateria já está com uma boa pegada – disse o comandante que falou também do 'novo Sambódromo'. – No último carnaval, não sentimos tanta diferença, mas às vezes no ouvido do público ainda temos que melhorar. Devemos aumentar um pouco a bateria, sempre com qualidade, não adianta aumentar e não conseguir controlar. Geralmente aumentamos o peso e mais algumas caixas. Dependendo da quantidade de surdos, teremos que fazer uma equalização dos instrumentos.

 

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