João Roberto Kelly lança marchinha para Gilmar Mendes e explica a famosa ‘Olha a cabeleira do Zezé’

Por Amanda Rocha

marchinha_joao_roberto_kelly2A Sala Baden Powell, em Copacabana, foi palco na noite desta quarta-feira do lançamento da marchinha “Alô, alô Gilmar” feita por João Roberto Kelly para o ministro Gilmar Mendes. Alguns minutos antes do início do show, foram distribuídos alguns CDs com a marchinha gravada para o público que já chegou bastante animado.

Com a casa cheia, e um público extremamente animado, João Roberto Kelly iniciou seu show cantando a marchinha que fez em homenagem aos 100 anos do Cordão da Bola Preta e afirmou que quando perguntam seu time de futebol, ele responde que é o Fluminense e o Bola Preta, já que o Cordão faz parte de sua vida desde sempre. Ao longo de seu show, Kelly homenageou cantores como Dona Ivone Lara, Ataulfo Alves, Ari Barroso, Zé Keti, e recebeu Izabella Bicalho e Márcio Gomes como convidados.

Seu repertório, que não contou apenas com marchinhas, fez com que toda a plateia cantasse com força e muita alegria. Entre as várias marchinhas escritas por ele, Kelly fez questão de explicar de forma bem-humorada a Cabeleira do Zezé durante o show.

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marchinha_joao_roberto_kelly3– Nos blocos vocês cantam ‘Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Será que ele é… Bicha’, eu costumo dizer que essa bicha não é minha não. Quando eu compus, eu não colocou essa bicha, mas o pessoal acrescentou essa bicha. Essa bicha não é minha mesmo, ela é do povo, é de quem quiser. Essa música foi feita para um garçom que era da juventude transviada daquele tempo, ele usava botinha, parecia com um Beatle, era um camarada meio revolucionário, tinha nada de bicha, era um cara gozado, Zé Antônio o nome dele. Então para se encerrar o negócio, essa bicha não é minha, tá? – contou.

Em breve entrevista ao site CARNAVALESCO, Kelly contou que a marchinha ‘Alô, Alô Gilmar’ não passa de uma brincadeira de carnaval.

– Essa marchinha é uma brincadeira, como toda brincadeira de carnaval, não há intenção de ofender ninguém, pelo contrário, é para a gente brincar com a figura do Gilmar, que é uma figura badaladíssima. – disse.

Kelly também falou sobre o que acha sobre o futuro das marchinhas no carnaval.

– Continuar… Porque elas são eternas. Marchinha não morre nunca – profetizou.