Julgador de alegoria teve conhecimento do acidente com a Unidos da Tijuca

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Foto: Magaiver Fernandes

Os jurados são expressamente proibidos de terem contato com informações durante os desfiles no Sambódromo. Um dos responsáveis pelas notas de alegoria, Madson Oliveira, que estava na cabine 1, próximo do local do acidente, deixa claro em sua justificativa que sabia do acidente ocorrido com a segunda alegoria da Unidos da Tijuca. Confira o que diz o texto do jurado para aplicar a nota 9,7 no quesito.

– Realização: 4,7. Porque devido ao acidente com a alegoria 02 a parte superior ficou seriamente dabificada: sem o destaque central alto, com pedaços de fantasias espalhadas e placas de acetato despedaçadas. Ademais, o carro passou apagado. Alegoria 05, o carro que representa a Brodway passou apagado – justificou.

Posicionado no módulo duplo de julgamento Walber Ângelo de Freitas não viu problemas apenas na alegoria acidentada, mas penalizou a escola com a perda de apenas dois décimos, conforme sua própria justificativa define.

– Na realização, a descrição do enredo pelas alegorias, foi prejudicada, considerando que houve erro de posicionamento e asmesmas deixara, de “dialogar” com os setores que elas representavam. O tripé “A barca”, apresentou pouco efeito visual devido ao uso de acabamentos pouco impactantes. No geral, o conjunto alegórico apresentou uma alternância de acabamentos bons e ruins, criando uma desarmonia. A alegoria 02 estava danificada em sua parte superior e sem iluminação, contrariando a descrição do ‘abre-alas’ que mencionou as “luzes da sua movimentada vida noturna” para descrever a alegoria – explicou.

Posicionado no mesmo campo de visão de Walber o julgador Soter Bentes suspeitou que um acidente havia prejudicado o desfile da escola, mas penalizou com a perda de apenas um décimo a alegoria quebrada da escola do Borel.

– Alegoria 02 estava sem a parte de cima indicada no caderno abre-alas. Algum acidente aconteceu pois haviam bombeiros segurando algumas grades dessa parte de cima – descreveu.

No último módulo de julgamento a julgadora Teresa Piva explicou com essas palavras a nota 9,8 aplicada para a Unidos na Tjuca, que passou com uma alegoria quebrada.

– A alegoria 02 deixou de apresentar o destaque central do alto e estava com o revestimento lateral com avarias – resumiu.

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