Jurados de alegorias cobraram maior criatividade das escolas em suas justificativas

 

 

A julgar pelas notas e justificativas do júri no quesito Alegorias e Adereços, a maioria das escolas de samba precisa investir em mais criatividade para o próximo ano. Praticamente todos os julgadores reclamaram de falta de inovação. Até a campeã Tijuca teve seu trabalho alegórico questionado neste aspecto. O julgador Emil Pinheiro justificou o 9,9 dado à azul e amarela alegando que as "alegorias estavam piramidais. Um recurso eficiente, mas monótono".

Outra agremiação que foi criticada pela falta de criatividade foi a Portela. O sempre polêmico Bruno Chateubriand reclamou desse aspecto e também constatou que o tripé "Despertar do Gigante", a sensação dos desfiles de 2014, passou "fechado" pelo quarto módulo de julgamento e "não pode ser avaliado". Curiosamente os demais três jurados elogiaram muito o tripé e a jurada Helenise Guimarães foi na contra-mão de Bruno, pois achou a Portela bastante criativa alegoricamente.

Em alguns momentos nota-se uma falta de coerência dos jurados para aplicar notas em agremiações diferentes. Um exemplo foram as justificativas dadas por Emil Ferreira. Para aplicar um 9,5 na Mangueira disse que as alegorias estavam com pouco volume, ou seja, pequenas. Entretanto na escola seguinte, o Salgueiro, justificou o 9,8 afirmando que as alegorias estavam grandes demais.

O aspecto volumétrico das alegorias, isto é, o seu tamanho foi o calcanhar de aquiles do Império da Tijuca, rebaixada este ano. A verde e branco do Morro da Formiga foi muito penalizada em Alegorias, perdendo um total de 1,1 ponto. E todos os jurados justificaram as pesadas notas alegando que os carros estavam pequenos demais. Talvez a tendência para os próximos desfiles sejam alegorias maiores e mais criativas, ao menos de acordo com os julgadores.

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