Lins Imperial quer retornar logo à Sapucaí

O rebaixamento que a S.R.E.S. Lins Imperial sofreu em 2011 foi inédito. Até então, a escola havia desfilado somente nas três primeiras divisões do carnaval carioca. E, pela primeira vez no Grupo C, a agremiação de Lins de Vasconcelos não pretende prolongar sua estadia na Passarela Popular do Samba. Para tentar voltar à Sapucaí em 2013, a Lins Imperial apresentará o enredo de tema indígena "Somos parte da terra… Assim como ela faz parte de nós."

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o diretor de carnaval Ronaldo Abrahão explicou como será o desfile da escola. "Vamos mostrar, com esse enredo, a bela história indígena através da arte. Na primeira parte da nossa apresentação, vamos retratar a criação da humanidade segundo os índios. Depois, será a vez de mostrar a arte indígena retirada da terra, ou seja, o que é feito por eles com coisas naturais, como sementes, barro, entre outras. E, por fim, falaremos da lenda do guaraná, uma das mais importantes da cultura indígena. Lembrando que, durante o desfile, vamos mostrar o respeito dos povos nativos pela natureza e como isso deve servir de exemplo pra todos", contou.

Ronaldo ainda contou que a comunidade ficou muito triste com o rebaixamento no ano passado. "A princípio, acontece um desânimo em função da queda, mas estamos motivando todos os integrantes da escola. Vamos fazer um grande desfile, pois queremos voltar logo ao Grupo B", afirmou o diretor de carnaval da Lins Imperial.

A escola, segunda a se apresentar na Intendente Magalhães no domingo de Carnaval, desfilará com 1100 componentes, além de usar duas alegorias e um tripé. As fantasias da agremiação devem estar todas prontas na próxima quarta-feira, dia 15, e a previsão para conclusão dos carros é até o dia 16.

Conheça a letra do samba-enredo

Autores: Carlos Junior, Clayde Datena, Tuil Pontes e Lima da Lins

Intérprete: Carlos Junior

O nosso criador
Com um sopro sagrado
Fez surgir a mãe Terra
E ordenou os anciães
Pra criar a humanidade
Navegaram pelo céu
Na cobra-canoa…
Criaram o homem
Em um arco-íris, num show multicores
Refletiram em sua luz a nova era

O índio dançava, saudando a lua
Em seu ritual, adornos e plumas
Evocando os deuses por toda a parte
É o sentimento expressado com a arte

A lenda diz
Que o inesperado assim aconteceu
Entre as tribos inimigas
Sataré-mawés, munducurus
A mais bela índia se apaixonou
Se entregou ao doce encanto de um índio
Amor proibido, então perseguido
Resolveu pedir auxílio ao deus Tupã
Um raio fez brotar…
O guaraná… com energia
O fruto faz lembrar, os olhos da paixão
Falou mais alto a voz do coração

(É agora)
É agora que vai começar a festa
Ao brilho do sol e da lua amor
Acende o cachimbo ó pai celestial
Ilumina a minha Lins Imperial

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