Luis Carlos Magalhães: ‘A eleição na Lesga’

A CABEÇA DA SERPENTE

Será que já começou o carnaval de 2013, ou será uma prévia do já próximo 1º de Abril?

A notícia dá conta de que no dia 27 haverá eleição de dirigentes para a LESGA. Será uma renúncia presumida ou uma presidência ignorada? Ou será apenas a formalização de uma renovação estatutariamente prevista?

A notícia dá conta de que os dirigentes já resolveram que o novo presidente não será presidente de nada mais, e nem vice.

Ou seja, uma decisão de maioria de membros fundadores, fora dos atos constitutivos da entidade, à revelia do presidente que ainda está no cargo.

Podemos entender isto como uma virada de mesa? Outra? Ou ainda : uma virada de mesa em cima de uma virada de mesa?

O melhor de tudo é que, mesmo depois da casa caída, os dirigentes resolveram tomar uma atitude.

Tomar uma atitude, eis a questão…

O pior de tudo é que a RioTur, que declarara não reconhecer mais a LESGA, não deixou claro a quem reconheceria a partir de então. Pela atitude agora anunciada, parece que a RIOTUR não reconheceria mais os dirigentes da LESGA e não a ela própria. Mas não foi isto que foi declarado, ainda no calor dos acontecimentos.

De minha parte, pelo que me é dado a conhecer, o que mais se evidencia, o que mais, e cada vez mais, espanta, choca e agride é como uma manobra tão visivelmente golpista vinha sendo, e foi, perpetrada nas barbas de todos, na maior mão grande, sem nenhum cuidado, na maior cara de pau, sem que ninguém gritasse.

Isto para mim é relevante: por que é que ninguém gritava? Por que é que quando alguém gritou, teve que gritar sozinho? Mas vamos deixar isto para depois.

O que se busca agora é saber qual o melhor caminho para o grupo agora institucionalmente acéfalo? Ter sua entidade extinta, trocar seus dirigentes?

Será que extinguindo a entidade, e ao substituí-la por outra, não se estaria trocando apenas a LESGA de nome?

Será que trocando seus dirigentes não se estará apenas abrindo caminho para que outros, com o mesmo vírus, tenham as mesmas práticas hoje condenadas?

Para mim nada disto importa. O que importa é que o golpe foi estancado. E que mais importante ainda é que o golpe não seja novamente tentado.

E, para tanto, o importante é que atitudes sejam tomadas.

Mais importante que um ou outro caminho a seguir é cortar a cabeça da serpente.

A atitude mais conseqüente e duradoura a ser tomada é identificar o foco de tamanha fragilidade demonstrada pela entidade diante de toda sua recente e duvidosa trajetória.

Identificar que razões levaram a tanta omissão de seus dirigentes, de tanta inação, de tanta falta de iniciativa para denunciar o que sempre esteve tão claro e hoje se cristaliza.

Qualquer um dos caminhos será movediço, será perigoso, falso, insustentável se a cada tentativa de golpe os dirigentes não hesitarem em apontar, reclamar, denunciar qualquer tentativa outra de manipulação de resultados.

Bem sei o quanto é fácil falar estando do lado de fora, mas a verdade é que esta é a cabeça da serpente, o mistério da LESGA: por que razão os dirigentes hesitam tanto em exercer seus direitos nas assembléias, nas reuniões plenárias, deixando tudo como está para ver como é que fica. Pior, os que estavam esperando chegar sua vez.

Fora isto, sem cortar a cabeça da serpente, com LESGA ou sem LESGA, com reconhecimento do poder municipal, ou não, com novos ou velhos dirigentes, nada será verdadeiro, nada será duradouro…
 

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