Maior casal da história do Sambódromo, Claudinho e Selminha atingem duas décadas de Beija-Flor

 

 

Não é possível contar a história do carnaval e do Sambódromo sem passar por eles. Claudinho e Selminha Sorriso, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que tem nada menos que oito títulos no currículo. Eles foram eleitos pelos internautas do CARNAVALESCO, como o maior casal da história da Passarela do Samba. No próximo domingo, dia 13 de abril, a dupla recebe a homenagem, na feijoada do Salgueiro, a partir das 13h, quando será realizada a festa do Estrela do Carnaval 2014.  A camisa-convite já está à venda na quadra do Salgueiro e no Centro Cultural Djalma Sabiá, e custa R$ 35 antecipada. Vale lembrar que não há reserva e tampouco cobrança de mesa na quadra. A ocupação é por ordem de chegada ao evento.

Para Selminha não foram poucos os momentos de inesquecíveis lembranças. – Estar na Sapucaí todo ano pra mim é a realização de um sonho sempre. Um sonho de menina. Os primeiros anos foram marcantes, meu primeiro campeonato com a Estácio em 1992, em 2000 a chegada do mneu filho, a perda da minha mçae em 2005, o bicampeonato de 2007 e 2008. A arte de porta-bandeira salvou minha vida – disse a porta-bandeira ao CARNAVALESCO. Em 2015 eles completam 20 anos de Beija-Flor e 23 de parceria.

Claudinho acredita que ser eleito o melhor casal da avenida é a coroação de um trabalho duro. – A gente busca um apriomoramento ano a ano da dança, da técnica, o preparo físico que hoje é muito importante para um casal. É extremamente gratificante ser aclamado pelo público – disse o dançarino.

Chiquinho e Maria Helena, as inspirações

Todo artista quando começa tem uma inspiração e um norte a seguir. E o de Claudinho e Selminha foi um outro casal que marcou época na Marquês de Sapucaí. Chiquinho e Maria Helena, o filho e a mãe, que bailaram juntos na Imperatriz Leopoldinense e também colecionaram prêmios e títulos. – O Chquinho com aquele bailado em câmera lenta foi minha grande inspiração, conto Claudinho. Para Selminha o casal da verde e branco merece sempre ser lembrado. – Eles tinham um entrosamento fantástico. Se o prêmio fosse para eles, eu não iria achar injusto.

Claudinho e Selminha passaram pela evolução do quesito de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e têm cancha suficiente para traçar um paralelo da dança há 20 anos atrás e hoje. – Pra mim a maior mudança foi o condicionamento físico, temos de ser quase atletas hoje, acredita Claudinho. Para Selminha, além disso, houve uma enorme evolução na técnica de dançar. – Hoje as coreografias são muito elaboradas, cheias de detalhes. A cada ano somos mais exigidos – diz Selminha.

Claudinho e Selminha tiveram inícios de trajetória diferentes, mas se juntaram em 1991 para não mais se separar. – Nós somos um só, um não existe sem o outro. A Selminha não existe sem o Claudinho e vice-versa, derreteu-se em elogios a porta-bandeira. Para Claudinho o que fez o sucesso do casal foi o respeito mútuo. – Isso sempre foi primordial pra gente. A Selminha pra mim é uma irmã que Deus me deu de presente – afirmou o mestre-sala.

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