Mesmo sem o título, Wagner Araújo elege desfile de 96 da Imperatriz como Carnaval Inesquecível

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No futebol, costuma-se dizer que não interessa a trajetória até a final, o ambiente do grupo ou como o time atuou na decisão se no fim de tudo ele acabar derrotado. Mas no carnaval é diferente. Ao menos para o ex-presidente e atual vice de carnaval da Imperatriz Leopoldinense, Wagner Araújo. Ele estava lá quando a escola venceu o desfile de 1989, com o enredo "Liberdade, Liberdade! Abra As Asas Sobre Nós!", do carnavalesco Max Lopes, e Ramos explodiu em festa. Mas não é esse o seu Carnaval Inesquecível. E sim, um em que a agremiação saiu derrotada – e mais: desolada.

– O carnaval que eu não esqueço é um que a escola perdeu, o de 1996. Naquela ocasião, a Imperatriz fez o melhor desfile dos meus 22 anos lá dentro. Seria o nosso tricampeonato, mas ficamos com o vice, perdendo para a Mocidade, que também veio muito bem. Mas perdemos por causa de uma nota estapafúrdia. Tomamos uma 8,5 e um 9,5 de uma jurada que alegou que a escola não manteve o andamento. No descarte da menor, esse meio ponto fez diferença e a gente perdeu – lembra, indignado, o diretor.

Ainda que seja difícil separar as coisas para Wagner Araújo, ele recorda o porquê de apontar esse desfile como o mais marcante de sua vida. Presidente na época, ele considera que a apresentação da escola naquele ano foi "praticamente perfeita".

– A escola desfilou bem, evoluiu, teve uma ótima harmonia, veio com fantasias lindas, a bateria foi bem, o carro de som demais. Foi um desfile ótimo não só ali na Avenida, mas também de vídeo, de imagem, tanto ali como depois conferindo fotos, e também foi muito animado – defende a estrutura do carnaval de Rosa Magalhães.

"E de lá pra cá
Só céu e mar… E esperança
Do Eldorado encontrar
O paraíso… e bonança"

Bonança. No carnaval de 96, ela não foi encontrada pela Imperatriz. Mas sete anos antes ela veio. E logo após um 1988 nada agradável para a comunidade de Ramos. Há 22 anos, a escola havia terminado na 14ª colocação, portanto em último. No entanto, por conta de um acordo entre a Liesa e a Riotur, a Imperatriz não foi rebaixada. E foi neste contexto que Wagner Araújo tentou reerguer a escola e conseguiu, conquistando o campeonato de 89 e inserindo um novo formato de desfile, que chegou a ser criticado na época.

– Em "Liberdade, Liberdade", tivemos muitos problemas antes de entrar na Avenida, ainda na concentração. Talvez isso tenha dado muita garra para os componentes. Em 89, tanto eu quanto o Max (Lopes, carnavalesco) pegamos uma escola muito desarrumada, desestruturada e tivemos dificuldades para melhorar. Na época, fomos muito criticados pelos mais apaixonados por aquela coisa da Imperatriz organizada, que parecia desfile militar. Hoje, todas as escolas repetem isso. Com o passar do tempo, entenderam que é possível ter disciplina com alegria – argumenta.

Lembre o desfile da Imperatriz de 1996:

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