Mestres de bateria lamentam a morte de Marcone

 

 

Um talento nato. A vocação de Marcone para o cargo de mestre de bateria era inegável e saltava à vista de quem acompanhou a carreira do jovem diretor de bateria. Aos 32 anos, Marcone Sacramento foi brutalmente assassinado com cerca de 20 tiros na noite do último domingo, em Ramos, perto de onde morava. Apontado por muitos como o mestre de bateria mais talentoso da nova direção, ele teve a partida lamentada por três outros diretores de bateria.

 

Enquanto Marcone esteve no comando dos ritmistas da Swing da Leopoldina, não era raro vê-lo falar que tinha em mestre Odilon um de seus principais espelhos. De fato, o estilo que Marcne imprmiu na bateria da escola lembra bastante o usado por Odilon, quando fez história na Acadêmicos do Grande Rio.

 

– Ele era o garoto do momento. Vinha se diferenciando com uma bateria com andamento cadenciado e perfeito equlíbrio entre os instrumentos. Na bateria dele se ouvia tudo. Fez um trabalho maravilhoso, mas infelizmente aconteceu isso aí. Fico triste – afirmou o mestre Odilon Costa.

 

Quem também tinha um laço de amizade com Marcone é o mestre Thiago Diogo, da Unidos do Porto da Pedra. Muitos ritmistas, inclusive, desfilam nas duas baterias e os dois foram os dois mestres de bateria escolhidos para ir ao carnaval de San Luís, Argentina, em 2011. Thiago lembrou o que os aproximou pela primeira vez.

 

– Conhecia o Marcone há muito tempo. Tínhamos em comum o fato de ele ser discípulo do mestre Beto e eu do mestre Louro. Nos acostumamos a ser o '02' deles. É muito triste. Um moleque de muito futuro e talento. Fica mais uma perda grande para o samba.

 

Marcone assumiu a bateria da Imperatriz em 2008, assim como mestre Casagrande na Unidos da Tijuca. Casão lembrou desse detalhe e revelou que conhecia até mesmo membros da família de Marcone.

 

– Era um rapaz de talento incomparável. Nos últimos dez anos foi um dos mais talentosos que surgiram, ao lado do Thiago Diogo e do Chuvisco(Estácio de Sá). Sabemos que era um cara de temperamento explosivo, mas era uma boa pessoa. Que Deus o dê um bom descanso e conforte a sua família – finalizou Casagrande.

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