Mocidade aposta em melodia do samba na gravação de faixa do CD do Grupo Especial

A Mocidade Independente de Padre Miguel optou pela escolha de um samba com uma melodia que remete a obras antigas da verde e branco, com uma melodia mais dolente, avessa ao modelo atual, com propostas de andamento mais para frente. A obra, composta pelo ex-intérprete da escola, Wander Pires e seus parceiros, foi gravada com alterações em relação ao samba que foi para a disputa e saiu vitorioso. 

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A letra foi mexida em seu refrão do meio. O verso "De Ramos a Rosa, Machado encontrei" ficou de "De Ramos a Rosa, meu dom encontrei". Outra pequena mudança foi no verso "nas mãos uma flor pra calar os canhões" que ficou "nas mãos uma flor vai calar os canhões". A palavra "surreal" no verso "vencer mais um gigante nessa história surreal" foi substituída por desleal. Outra mudança foi na frase "Numa ofegante epidemia a qual chamamos carnaval". "A qual" foi trocada por "que se chama". O verso "Eu sou Miguel escudeiro" teve a palavra "Pixote" incluída, finalizando as alterações.

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A comunidade de Padre Miguel mostrou na gravação que a escola está contente com o samba vencedor e marcou forte presença na gravação do coro. A bateria Não existe Mais quente gravou as bases com a voz guia de Bruno Ribas, com cerca de 50 ritmistas. 

'Esse samba foi um pedido do independente', afirma Bruno Ribas

Intérprete oficial da Mocidade pelo terceiro carnaval consecutivo e voz do reerguimento da escola desde 2014, o intérprete Bruno Ribas falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre a gravação. – Esse samba tem nuances melódicas semelhantes à obra de 2008, "O quinto Império", do refrão Mocidade Guerreira. Temos uma excelente obra para trabalhar até o carnaval e nossa comunidade desejava esse samba. Acredito que nos propiciará um belo desfile – afirmou o cantor. O tom Fá foi o adotado na gravação.

A famosa bateria Não Existe Mais quente implementou todo seu peculiar e característico estilo, com o surdo de terceira e sua afinação invertida e suas caixas de guerra. Iniciando um novo trabalho à frente da bateria, mestre Dudu, que já vinha no comando ao lado de Bereco e Andrezinho nos últimos anos, falou ao CARNAVALESCO sobre o início do trabalho e a gravação. – Implementamos algumas pequenas mudanças em relação ao trabalho que vinha sendo realizado. Mas a bateria da Mocidade seguirá com sua batida característica. Estamos ensaiando no mesmo andamento que adotamos aqui, 144 BPM (batidas por minuto). Por conta de nossa batida de caixa peculiar não podemos tocar em um ritmo mais acelerado. No CD não me preocupei com bossa – explicou.

O vice-presidente Rodrigo Pacheco acompanhou com atenção todo o processo de gravação e enalteceu o resgate do estilo de composições na Mocidade. – A nossa história tem grandes sambas nessa forma melódica. É mais um resgate que a Mocidade vem fazendo. Achei a gravação extremamente positiva. Agora é trabalhar junto da nossa comunidade para um belo carnaval – complementou.