Mocidade preparada para o teste de som e luz na Sapucaí

Por Eduardo Fonseca e Luis Felipe Aragão

mocidade_rua2901A Mocidade realizou seu último ensaio técnico de rua, na noite de segunda-feira, na praça Guilherme da Silveira, com grande presença de componentes e público que foram presenteados com uma arrancada apoteótica com direito a queima de fogos como se ali fosse a própria Marquês de Sapucaí. O ensaio foi capitaneado pelo casamento e entrosamento perfeito entre o samba, o carro de som e a bateria. O ensaio teve a duração de 1h10 e foi encerrado na antiga quadra de ensaios na Vila Vintém.

Comissão de Frente

A Mocidade trouxe todos os componentes que irão para o desfile oficial. Antes de começar o ensaio, Jorge Teixeira que faz a coreografia junto com Saulo Finelon, disse que ia presentear o público. – Será um presente para o público hoje. Iremos mostrar um pouco do que iremos apresentar no ensaio de domingo – informou Jorge.

A coreografia foi dividida em duas partes. A primeira os componentes faziam movimentos típicos da dança indiana. Na segunda parte uma figura central parecia rezar e convocar os demais componentes que traziam uma espécie de turíbulo nas mãos.

mocidade_rua2901_2Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Marcinho e Cris fizeram um bela apresentação no último ensaio, apesar da maratona no final de semana com feijoada, ensaio comercial e reinauguração da quadra antiga. A coreografia durou um minuto e cinquenta e seis segundos. Marcinho estava com um terno todo de branco. Cris Caldas trajava um vestido verde. Sem movimentos bruscos e com uma condução segura a dupla passou seu recado. Detalhe para a coreografia do casal na passagem do samba “Namastê para todo povo da avenida”, quando Cris toca na mão de Marcinho.

Samba-Enredo

Wander Pires está cada vez mais familiarizado com a obra que demonstra sinais de maturidade e está pronta para a avenida. O ritmo empregado pelo cantor e pelo carro de som deram o tom do ensaio.

mocidade_rua2901_4Bateria

A “Não existe mais quente”, comandada por mestre Dudu, também está afiada com o samba de 2018 da Mocidade. O diretor soltou pelo menos três paradinhas ao longo do ensaio. Uma delas todos os instrumentos param de tocar e somente o carro de som dita o ritmo sem que aconteça quebra de harmonia. Em outro momento a paradinha começa na parte final “Nesse Holi” e vai até a cabeça do samba.

Harmonia

Impressiona o vigor e a vontade que a escola começou cantando. De longe era possível ouvir o canto. Da cabeça da escola não era possível ouvir a voz inconfundível de Wander Pires. Destaque para a ala 1 (Loucos de paixão) que levou balões verdes e cantou o samba com um fôlego invejável. Outro destaque vai para a ala 23. Nela, os componentes vieram com os rostos pintados e faziam coreografia. Contudo, antes da bateria entrar no recuo foi nítido que as alas 2, 3 e 4 pararam de cantar e evoluir na parte final do samba. Somente na subida do samba que estas três alas voltaram a cantar. No próximo domingo a direção de harmonia terá a ultima oportunidade de corrigir este pequeno deslize antes do desfile.

mocidade_rua2901_3Evolução

Quesito que tem sido um pesadelo para a Mocidade nos últimos anos teve um desempenho apenas regular no ensaio. Como citado acima, as alas 2,3 e 4 pouco antes de a bateria entrar no recuo pararam de evoluir. No mais, as alas evoluíram com desenvoltura, sem ficar tempo demais paradas e sem correria.