Mocidade Vicentina apresenta desfile fraco, com problemas de acabamento e evolução

Sétima escola a desfilar na terça-feira de Carnaval pelo Grupo de Acesso B, a Mocidade de Vicente de Carvalho brigará pelo não rebaixamento no dia da apuração. Alegorias com problemas de acabamento e problemas de evolução mostraram que a escola precisará amadurecer mais um pouco para permanecer no grupo.

Com o enredo “Caruaru: a princesinha do nordeste” a escola mostrou ter utilizado criatividade e material alternativo para desenvolver o Carnaval. A comissão de frente trouxe um tripé em forma de locomotiva e realizou danças nordestinas em sua apresentação. Os homens utilizavam bonecas de pano como adereços de mão e as mulheres guarda-chuva coloridos.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez apresentação correta em frente a primeira cabine dos jurados, o entrosamento do casal pareceu perfeito e em frente a primeira cabine não foi notado nenhum tipo de erro. Ponto negativo para os guardiões do casal, que estavam sérios e mudos, não cantando sequer o refrão do samba-enredo.

A partir daí uma seqüência de problemas na agremiação podem afastar a permanência da verde e branca de Vicente de Carvalho no grupo.

O abre-alas apresentou problemas de acabamento nas esculturas, no queijo do destaque central e no anjo da lateral esquerda. No segundo carro alegórico – boi e bonecos de barro, os refletores estavam apagados. Um buraco extenso foi formado à frente deste carro de frente para a segunda cabine de julgadores. O terceiro carro também teve problemas de condução, o que ocasionou novamente um extenso buraco, no mesmo ponto da Passarela, neste carro, uma quadrilha de festa junina era encenada com alegria.

A escola também quase foi punida pelo número de baianas no desfile. A agremiação desfilou com 33 e o mínimo permitido no regulamento são trinta baianas, Outro problema com a ala foi o calçado utilizado. A escola não personalizou a vestimenta e cada uma usou de um modelo diferente, chegando a ter componentes calçando chinelos.

A bateria passou pela avenida sem problemas, assim como o carro de som, porém componentes pareciam desconhecer o samba, limitando-se a cantar apenas o refrão. Buracos aconteceram em frente a todas as cabines, além do espaçamento excessivo entre as alas.

A escola Verde e Branca de Vicente de Carvalho deixou a Marquês de Sapucaí faltando 4 minutos para o fim do desfile.