Mumuzinho e grandes sambistas abrem em alto nível o Botequim da Cidade do Samba 2017

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casa_cheiaA fábrica dos sonhos das escolas de samba do Rio de Janeiro, a Cidade do Samba, recebeu nesta segunda-feira, pela primeira vez este ano, mais uma edição do Botequim da Cidade do Samba, evento realizado pela AMI7, em parceria com a Liesa, prefeitura do Rio e a Riotur.

O público lotou as instalações do local e pode curtir atrações pra lá de especiais. O samba ecoou nas vozes de Monarco, Ito Melodia, Paulinho Mocidade, Quinho e Marcelo Guimarães. O pagode, com direito a imitações de Alcione e Alexandre Pires, pegou fogo com Mumuzinho, que também cantou sucessos como “Estonteante” e “Não quero despedida”.

Quem também roubou a cena foi Chacal do Sax, colocando todo mundo para pular e cantar ao som de marchinhas de carnaval e esbanjando muito fôlego e talento ao saxofone.

monarco– Quando eu recebi o convite para estar em mais uma edição fiquei muito feliz. Além de reunir a nata dos sambistas, aqui também é uma grande vitrine. Estou aqui pela quinta vez, e muito feliz por isso. O público vem curtir o samba, em uma segunda-feira ver a casa lotada, não tem preço – ressalta Chacal.

Uma das atrações mais aguardadas da noite, o cantor Mumuzinho, fez questão de parabenizar aos organizadores pela valorização do samba.

– É muito bom a gente estar em um lugar que tem essa energia, que valoriza uma cultura que é nossa. Que valoriza o samba – finalizou pedindo os aplausos do público.

O diretor de carnaval da Liesa, Elmo José dos Santos, conversou com o CARNAVALESCO e falou da importância de manter a Cidade do Samba em movimento.

mumuzinho– A Cidade do Samba é um ícone da cidade do Rio de Janeiro, na verdade, aqui samba quem sabe e quem não sabe também. Manter esse ambiente em movimento e poder reunir grandes sambistas é maravilhoso. Hoje, entre um dos convidados, tivemos mestre Monarco, que eu costumo dizer que não é só mestre da Portela, ele é mestre do samba, e também abrimos espaço para novas vozes, novos talentos. Então acho que essa é a principal essência do Botequim, e isso é muito importante – exaltou Elmo.

O ex-presidente da Mangueira e executivo da AMI7, Álvaro Luiz Caetano, o Alvinho, celebrou o Botequim da Cidade do Samba e ressaltou que o samba não pode parar.

publico– A Cidade do Samba é a casa do samba, o samba não pode parar, ele agoniza, mas não morre. Nós com certeza vamos seguir trabalhando pra estar sempre com casa lotada, como está hoje, o povo feliz, e o samba na boca de todo mundo. Estamos com planos de fazer mais uma edição em fevereiro, antes do carnaval – afirmou Alvinho.

Ito Melodia, intérprete da União da Ilha, enalteceu a importância do impacto cultural de um evento como o Botequim.

– É uma honra muito grande participar de um evento como esse. Não estou sozinho, têm outros sambistas aqui também, grandes nomes. Com o Botequim, a Cidade do Samba virou um centro de cultura. O Brasil está aqui em movimento e isso é extremamente importante pra nossa cultura.

Chiquinho da Mangueira, Regina Celi, Simone Drumond, Milton Cunha e Evelyn Bastosforam alguns nomes do Carnaval que prestigiaram o evento. O encerramento ficou por conta da bateria da campeã do Carnaval 2016, a Tem que respeitar meu tamborim, da Estação Primeira de Mangueira, comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Vitor Art.

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