Na Beija-Flor, santo de casa faz milagre sim!

De todas as nove avaliadas no desfile do Grupo Especial de 2012, a bateria da Beija-Flor de Nilópolis foi a que obteve a melhor pontuação. Num ano atípico, quando três baterias não foram julgadas pelos problemas ocasionados com o incêndio na Cidade do Samba e nenhuma das avaliadas conseguiu as cinco notas dez, os ritmistas comandados pelos mestres Rodney, Plínio e Binho só perderam um décimo na opinião dos cinco julgadores do quesito. O fato, serve para afirmar a qualidade do trio e dar ainda mais confiança a quem teve a difícil tarefa de substituir mestre Paulinho.

Rodney, que antes de virar mestre, já era diretor com Paulinho, destaca o bom ambiente reinante em Nilópolis.
 
– Os ensaios estão caminhando muito bem e o clima entre todos é o melhor possível. Aqui a galera trabalha duro em busca da nota para a escola, não tem esse lance de vaidade. O Laíla acreditou no nosso trabalho e o resultado está aparecendo. Existe um ditado que diz: "Santo de casa não faz milagre", mas na Beija-Flor faz milagre sim (risos) – conlui Rodney.
 
Pouco antes do Carnaval 2011, Rodney e sua diretoria tiveram que lidar com alguns questionamentos quanto ao andamento da bateria da Beija-Flor, um pouco mais acelerado que o comum. Porém, com afinação perfeita e equilíbrio na tonalidade dos instrumentos, a mudança não representou queda de qualidade na sonoridade da ala. Se somadas as notas dadas no quesito bateria nos últimos cinco carnavais, a Beija-Flor de Nilópolis é a que tem o melhor rendimento entre as oito baterias que foram julgadas no Grupo Especial consecutivamente desde 2007. Os ritmistas da Deusa da Passarela têm media de notas de 9,97, contra 9,94 da segunda colocada Imperatriz Leopoldinense e 9,93 da Unidos da Tijuca, terceira nesse ranking.

Qual a sua opinião sobre a bateria da Beija-Flor?