Na volta ao Grupo Especial, Leandro enfrenta temporal em desfile sobre o futebol e as Copas do Mundo

 

 

Com a responsabilidade de abrir o Carnaval de São Paulo em 2014, a Leandro de Itaquera desfilou debaixo de muita chuva na noite desta sexta-feira, 28, no Sambódromo do Anhembi. Assim que a comissão de frente passou pelo recuo de bateria, a chuva caiu forte e esteve presente durante todo o desfile. Mesmo assim, os componentes da vermelha e branca da Zona Leste demonstraram muita garra e determinação e não deixaram a animação cair por nenhum minuto.

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A comissão de frente da Leandro apresentou os personagens que compõem uma partida de futebol. Jogadores, árbitros e técnicos, de várias etnias e com o visual espelhado no futebol moderno, evoluíam lembrando o futebol profissional, a várzea e até mesmo a simples pelada. Acompanhadas por uma trave gigante, em um quadripé, o segmento representava o momento máximo do futebol, o gol. Na sequência, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Paulinho e Karin Darling, representava os deuses do futebol, que abençoaram o Brasil com o dom de jogar bola.Já a Batucada do Leão, comandada por Mestre Pelé, veio representando o maior jogador de todos os tempos, o Rei do Futebol e xará do mestre de bateria, Pelé.

A primeira alegoria da escola, caracterizou o país como uma grande indústria de talentos. Em um clima de fábrica de jogadores, o carro vinha cercado com bolas de futebol e uma grande bola destacava-se no centro da alegoria. O Leão, símbolo da escola, também esteve presente em uma grande escultura, cercada por engrenagens e tubos.

Após uma homenagem às cinco regiões do país nas alas, o segundo carro da vermelho e branco da Zona Leste, tratava do sonho de ser jogador de futebol. A facilidade do brasileiro de se adaptar em meio a adversidades, onde qualquer lugar é campo, qualquer espaço é trave e qualquer bola serve. Na alegoria, campinhos de futebol tinham jovens em busca da fama, representada pela chuteira de ouro à frente do carro. As Marias-chuteiras e os torcedores de vários clubes do futebol brasileiro foram representados nesta alegoria.

Logo em seguida, as baianas de Itaquera vieram representando a bola no mundo infantil, que na maioria das vezes, é o primeiro presente de uma criança. A terceira alegoria remetia ao universo infantil. Um grande elefante de pelúcia, segurando uma bola na tromba, ao lado de bolas coloridas e palhaços faziam referência à infância, acompanhados dos jogos de botão e do pebolim. Após a alegoria, a velha guarda representou a Belle Èpoque, onde apenas a elite podia jogar futebol.

O pentacampeonato mundial da seleção brasileira foi o tema do quarto carro da escola. Com uma homenagem a Pelé, a Taça Jules Rimet e a taça da Copa do Mundo FIFA compunham o carro todo decorado com bolas de futebol. Crianças homenageando os jogadores campeões, e adultos retratando os membros das comissões técnicas, também faziam parte da alegoria.

No fim do desfile, a expectativa para a Copa do Mundo desse ano foi o tema. A escola, que fica no bairro de Itaquera, local do estádio que abrigará a cerimônia de abertura da competição, retratou a celebração do povo brasileiro por receber a Copa. A Arena Corinthians foi o tema da última ala da escola, precedendo o quinto carro, representando a torcida na arquibancada. Com um grande Fuleco, o tatu-bola que é mascote da Copa, encostado no globo terrestre, a escola encerrou o seu desfile debaixo de muita chuva em São Paulo

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