Neguinho da Beija-Flor relembra sua passagem pelo Bataclan e promete volta em 2016

Sexta-feira 13, Paris, França. A casa de espetáculos Bataclan sofre um atentado terrorista, durante o show da banda norte-americana Eagles of Death Metal, deixando mais de 89 mortos. É o pior ataque à França na história recente.

Construída em 1864 pelo arquiteto Charles Duval, seu nome refere-se a "Ba-Ta-Clan", uma opereta de Jacques Offenbach, que não previa tragédias . A casa já foi palco para muitos cantores brasileiros, entre eles, Cauby Peixoto, Daniela Mercury, Seu Jorge e o intérprete da Beija-Flor de Nilópolis, Neguinho da Beija-Flor. O CARNAVALESCO conversou com Neguinho, que relembrou grandes momentos vividos em 2005, quando teve a oportunidade de subir por duas vezes no palco do Bataclan.

– Estive lá com minha banda em 2005. Esse ano completou 10 anos, mas eu me lembro bem. Meu show foi no dia 18 de junho de 2005, casa lotada, o sucesso foi tanto que fizemos três dias depois outra apresentação, também com casa cheia.

Com o público, em sua maioria composto por brasileiros que moram no país, o cantor recorda a emoção que teve ao subir no palco.

– O cara que for fazer uma turnê na Europa e não for ao Bataclan, é como se tivesse ido a Roma e não tivesse visto o Papa. Foi uma emoção incrível ver aquele povo cantando, se divertindo ao som da minha música. Ganhei uma camisa da seleção brasileira e vesti na hora. Do palco era possível ver camisa de todos os times brasileiros, mas os franceses e turistas também adoravam. Era uma alegria só, e eu cantava de tudo. Forró, xote, samba-enredo, samba. Mas inesquecível mesmo foi cantar ‘Negra Angela’ e sentir toda aquela vibração.

Sobre o atentado, Neguinho é taxativo em expressar seu sentimento.

– Quando eu vi aquilo deu um gelo no coração! É muito triste! Não entendo o objetivo desses caras.

Pensando no amanhã, já que o show tem – e deve – continuar, o intérprete da Azul e Branca de Nilópolis, promete pisar novamente no palco do Bataclan em 2016, quando estará realizando uma turnê pela Europa.

– Se Deus quiser, tenho certeza, que a casa vai reabrir, e eu quero voltar lá! Ferver aquele congá com o melhor da nossa música, do nosso samba.