Nei Lopes e Luis Carlos Magalhães recebem título de cidadãos niteroienses

O cantor, escritor, compositor, advogado e administrador Nei Lopes será homenageado no próximo domingo, a partir das 14h, na casa de samba Candongueiro, no bairro de Maria Paula, Niterói, quando receberá o título de Cidadão Niteroiense, concedido pela Câmara Municipal de Niterói, por iniciativa do Vereador Edgar Folly. Na ocasião, Nei Lopes lançará seus três novos livros, o romance “A lua triste descamba”, a nova edição revista e atualizada do “Novo Dicionário Banto do Brasil” e o “Dicionário da Hinterlândia Carioca”. Na oportunidade, o colunista do site CARNAVALESCO, Luis Carlos Magalhães, será igualmente agraciado com o título de cidadão niteroiense pela Câmara Municipal de Niterói, também por iniciativa do Vereador Folly. O Candongueiro fica na Estrada Velha de Maricá, 1154, Maria Paula, Niterói.

Aos 70 anos recém-completados no dia 9 de maio, Nei Lopes, nascido no Irajá, começou a se interessar pela música, a partir das festas realizadas no bairro e no contato que passou a manter com os tipos populares do subúrbio. A partir das atividades promovidas com seus irmãos no Grêmio Pau-Ferro, fundado pelo pai, o pedreiro Luiz Brás Lopes, Nei Lopes desenvolveu sua vocação artística.

Nos anos 60 Nei Lopes se dividiu entre as escolas de samba e os debates acadêmicos na Faculdade Nacional de Direito, onde aprendeu a valorizar os contrastes presentes em toda sua obra, tanto na literatura quanto na música.

Em 1972 teve seu samba Figa de Guiné, composto em parceria com Reginaldo Bessa, gravado por Alcione, quando sua obra de sambista passou a ser reconhecida pela crítica. Nesta mesma época Nei Lopes viajou para o Senegal, ampliando seu contato com as matrizes culturais africanas.

A partir dos anos 80 anos passa dividir suas impressões entre a música e a literatura, onde reflete sobre memória e identidade nos livros “Incursões sobre a Pele” e “Casos Crioulos”. Seu mergulho nas pesquisas sobre as origens africanas o levou a lançar as obras-primas “Dicionário Banto do Brasil” e “Enciclopédia da Diaspora Africana no Brasil”.