O verso sorriu ao te escrever

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Um samba como esse da Viradouro é assim mesmo, até o verso sorri quando o escreve. Tem muito samba que faz o verso, xingar, espernear e chorar! Como bem escreveu o colega Alberto João na reportagem sobre a final, este não é mais um samba: é "o samba" que a Viradouro precisava para retratar o momento mágico que uma escola grande como ela atravessa, mostrando-se forte para encarar as dificuldades que tem pela frente.

É um samba mágico: poético e ao mesmo tempo descritivo. E a linha melódica se encaixa perfeitamente na emoção dos versos. Casamento raríssimo nos dias de hoje. O meu amigo, parceiro e um dos autores deste samba, Diego Moura, costuma dizer que nós compositores não criamos nada, apenas pegamos a música que está vagando pelo ar, numa espécie de mediunidade. Neste caso os caras "lá em cima" que criaram sabiam que a Viradouro precisava de uma obra linda como essa e capricharam.

Estamos em 2010, mas hoje a "Viradouro é só sorriso" com a maravilhosa festa que promoveu na última madrugada. Vi uma comunidade unida, uma diretoria organizada e renovada e uma escola feliz. Não dá pra perceber que está no Grupo de Acesso. Parabéns, comunidade de Niterói! Mostre sua força!

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