Onde está? Diz aí

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Copa do Mundo, Olimpíadas, “Porto Maravilha”… Tudo isso é muito bonito, mas de nada adianta criar novas soluções e projetos para a cidade e não resolver problemas antigos. A questão dos barracões das escolas dos grupos de acesso é “empurrada com a barriga” pela prefeitura há anos e até agora não há um projeto para eles.

Acontece que as obras na zona portuária estão expulsando as escolas que não são do Grupo Especial de seus barracões (que já são horrorosos). E ninguém tem um “Plano B”. Ninguém pensou para onde elas vão. Qual é a ideia, Eduardo Paes? Éxtinguí-las?

As escolas do Grupo de Acesso sofrem todo tipo de discriminação, lutam contra enormes dificuldades, estão afundadas em dívidas. Muito disso pode ser culpa de seus próprios dirigentes, talvez. Mas a verdade é que ninguém as ajuda. Não dá mídia ajudar escola pequena, não sai nas principais colunas, não aparece na televisão. Só vale a pena aparecer quando o assunto é o Grupo Especial. Acontece que sem raiz não há árvore. E os Grupos de Acesso – todos eles – são fundamentais para a maior festa desta cidade.

A prefeitura tem a obrigação de encontrar uma solução imediata e digna para as escolas que estão sendo desalojadas. Até por uma questão de “ordem pública”. Afinal, ninguém quer que, de repente, oitenta carros alegóricos apareçam largados pelas ruas da cidade sem ter para onde ir.

Nossa cidade tem projeto para tudo. Construção não falta. Obra tem pra todo lado. Menos para construir os novos barracões das escolas dos grupos A e B. E não é por falta de pedido! Aliás, isso é promessa de campanha do atual prefeito. “Onde está? Diz aí”, Eduardo Paes! Vai deixar essas escolas na rua?

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