Para mostrar o seu valor no Grupo Especial, Inocentes de Belford Roxo consagra a parceria de Billy

Em noite de festa e surpresa, na quadra da Inocentes de Belford Roxo, a escola da Baixada escolheu seu hino para o carnaval 2013. Com três sambas na disputa, a obra de Billy Conti, Dominguinhos, Ildo dos Santos, Juarez Rosseto, Mará, J.J. Santos e Miri Matéria, se sobressaiu entre todas as outras e levou a melhor na final, sendo o samba, que ficará para sempre na história, como o que a agremiação fez sua estreia no Grupo Especial.


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– Acho que o nosso diferencial foi falar do Oriente, mas sempre exaltando a escola e deu nisso aí. É a razão do nosso viver. Nesse refrão que a cidade toda canta. As sete confluências fluíram. Chegou o grande dia, é o despertar de um sonho especial, como diz a letra do samba – disse emocionado, o compositor do samba campeão, Dominguinhos.

O carnavalesco, Wagner Gonçalves, que assistiu todas as apresentações em camarote, no alto da quadra, observando as performances e a comunidade, em conversa com o CARNAVALESCO, disse que pediu aos compositores um samba animado, para contagiar a Marquês de Sapucaí, já que serão os responsáveis por abrir os desfiles no domingo de carnaval.

– Pedi que compusessem um samba animado, alegre, por ser a primeira escola a desfilar. Temos que deixar a Avenida já quente, logo nesse início de festa. O carnaval está cada vez com mais cobrança, requer novidades e o compositor tem que ter essa responsabilidade de contar o nosso sonho, com a alegria e com cara de samba-enredo – declarou.


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Reginaldo Gomes, que garantiu a nossa reportagem, que a escola terá o maior investimento de uma agremiação que saiu do Acesso e foi para o Especial, ressaltou a importância de um samba que conte exatamente o que está no enredo e o canto da comunidade, para que o desfile de estreia da Azul, Vermelho e Branco da Baixada, seja um sucesso.

– Esse samba demonstra o que o carnavalesco quer contar nessa história. A escola vai ser a primeira a desfilar e tem que ter um samba valente. Sem o samba, nada funciona, a gente precisa de um samba nesse nível, porque você pode ter um carro bonito, alegorias bonitas, fantasias bonitas, mas se não houver o canto e a empolgação do desfilante, o desfile acaba sendo prejudicado. Aqui hoje começa a nossa vitória no carnaval.

Responsável pela Direção de Carnaval da escola de Belford Roxo, Pedro Arídio, quer focar bastante nos ensaios de comunidade, para que seus componentes cheguem na Avenida como um exemplo de canto forte e que a escola chegou para mostrar que pode conquistar seu lugar entre as grandes do carnaval.

– Nós já vamos começar na próxima quarta-feira, os ensaios de rua, para poder deixar a comunidade bem preparada para que a gente possa fazer um excelente carnaval. Acho que esse trabalho vai ser fundamental para esse momento tão bom da escola.

Lucinha e Rogerinho, estreantes como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Caçulinha da Baixada, apesar de já estarem ensaiando desde o início do ano, vão começar a montar a coreografia oficial do desfile, já nesta quinta-feira.

– Temos ensaiado bastante, é obvio que com o passar do tempo isso vai aumentar e amanhã a gente já está ensaiando a coreografia nova em cima do samba – disse Lucinha.

Outros estreante na agremiação, Wantuir, que depois de quatro anos na Grande Rio, agora divide o posto de intérprete oficial da escola, ao lado de Thiago Britto, está tranquilo quanto a nova parceria e não tem dúvidas que já na gravação do CD, vão mostrar um bom resultado de trabalho.

– O sambista já nasce na mesma placenta, então não tem como não se entender. O Thiago é um garoto maravilhoso, uma grande promessa do mundo do samba e a gente está aqui para fazer um trabalho maravilhoso, em prol da escola maior que é a Inocentes. Com certeza tudo vai fluir bem na gravação do CD e melhor ainda na Avenida.

Como foram as apresentações

A primeira parceria a se apresentar foi a de Hélio Porto, que trouxe um grande número de pessoas em sua torcida, comandada pelos intérpretes, Leleu e Nêgo, que fortaleceram o canto no palco. Apesar das fortes presenças ao microfone, os torcedores do samba não fizeram muita diferença, fazendo com que em alguns momentos a oba perdesse um considerável fôlego.

Apesar de ter menor torcida, comparada a primeira parceria, o samba de Billy Conti não deixou o ritmo cair em nenhum momento, principalmente pelo canto da torcida e a voz forte de Gilsinho, intérprete da obra. Vários segmentos da escola, demonstraram que sabiam a letra de cor e cantaram a obra inteira, com animação.

Última obra a se apresentar, a parceria de Claudio Russo, apontada por muitos como a grande favorita, foi bastante cantada e festejada pela quadra enquanto se apresentava, não deixando o samba cair em grande parte do tempo. A animada torcida e o canto de Luizinho Andanças, no palco, ajudaram muito para a boa performance. Mas como a primeira parceria, não chegou ao fim com o mesmo ritmo que teve durante a maior parte da passagem.

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