Paraíso do Tuiuti: conheça a história do casal de mestre-sala e porta-bandeira Vinicius e Jackellyne

Após chegarem ao posto de primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Paraíso do Tuiuti faltando apenas um mês para o Carnaval de 2014, os irmãos Vinicius e Jackellyne Pessanha vão para o terceiro desfile defendendo o pavilhão da azul e amarela de São Cristóvão. Com 17 anos de dedicação ao carnaval, a dupla foi descoberta por um tio, diretor de bateria, que os levava aos ensaios do Império da Tijuca desde muito cedo. Um dia surgiu uma vaga para terceiro casal e a dupla ocupou.

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Oriundos da Escola de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, fundada por mestre Manoel Dionisio, eles dançaram também no bloco Raízes da Tijuca, na escola de samba mirim Aprendizes do Salgueiro, Vizinha Faladeira, Caprichosos de Pilares e recentemente deixaram o segundo pavilhão da Unidos da Tijuca para dedicação exclusiva ao Paraíso do Tuiuti.

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Sempre dançando juntos, a dupla diz não ter vivenciado nenhum momento de dificuldade na carreira. – Somos irmãos e muito unidos, talvez, por esse motivo, não tenhamos enfrentado nenhuma grande dificuldade. Os momentos de grandes vitórias tenham sido todos os desfiles, sempre comemoramos o cumprimento do nosso dever – explica Vinicius Pessanha.

A dupla já iniciou os preparativos para o próximo desfile e conta aos leitores do CARNAVALESCO como são os ensaios. – Após a escolha do samba fazemos a coreografia de quadra e de jurados. Perto do carnaval passamos a ensaiar todos os dias. A sensação é que estamos aqui desde criança, receptividade melhor, impossível – afirma a porta-bandeira.

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Para 2016, a dupla ainda não sabe o que representará, mas a posição de desfile será novamente na frente da escola, atrás da comissão de frente. – Adaptamos a dança mesclando outros ritmos de acordo com o que “pede” o enredo. No primeiro ano, por exemplo, foi bem africanizado. Também já usamos tango, balé, na verdade, fazemos um mix de tudo. Antes do desfile vestimos a fantasia, que será confeccionada pelo atelier Aquarela Carioca, de três a quatro vezes – declara Jackellyne.

Fora da dança Vinicius Pessanha, que é formado em Petróleo e Gás, é Operador de Dados de uma multinacional e Jackellyne é administradora da sede do Vasco da Gama e produtora de eventos. Os irmãos dizem não ser possível viver só com o salário da dança de mestre-sala e porta-bandeira. – Conseguir se sustentar apenas com o salário de casal depende da vida que cada profissional leva e almeja. Tem gente que consegue viver com R$ 5 mil por mês, por exemplo, tem gente que tem outras ambições. Não é que o salário seja pouco, é questão de querer mais, exigir mais de si mesmo – analisa o mestre-sala.

A Paraíso do Tuiuti será a segunda escola a desfilar no sábado de carnaval, na Série A, no dia 6 de fevereiro, no Sambódromo da Avenida Marquês de Sapucaí.